Notas internacionais: Amazônia na mesa do G7

Presidente da França disse que questão dos incêndios estará entre as primeiras pautas na cúpula do grupo, Chile oferece ajuda ao Brasil e movimentos sociais preparam manifestações ambientalistas: destaques desta sexta-feira, 23 de agosto

Ana Prestes

Brasília (Brasil)

Amazônia na mesa do G7: E a crise dos incêndios na Amazônia foi parar na mesa do G7. Na véspera de sediar a cúpula do G7 em Biarritz, Macron foi ao twitter na quinta-feira (22/08) e disse que “nossa casa está em chamas”, se referiu à Amazônia como pulmão do mundo e disse que a questão dos incêndios estará entre as primeiras pautas da reunião. O premiê canadense Justin Trudeau concordou: “não poderia concordar mais. Trabalhamos muito para proteger o meio ambiente no encontro do G7 no ano passado. Precisamos agir pela Amazônia”. Houve muita polêmica quanto ao tweet de Macron pelo fato dele ter usado uma foto de 2003 e a controvérsia em torno da consideração da Amazônia como “pulmão do mundo”. O vice-presidente Hamilton Mourão entrou na polêmica dizendo que o pulmão do mundo são os oceanos. O candidato a embaixador nos EUA, Eduardo Bolsonaro, respondeu Macron replicando um vídeo em que um youtuber chama o presidente francês de idiota. Já o ministro Lorenzoni, perguntado se iria visitar a Amazônia, disse que ia “ver coisa mais importante”.

Piñera oferece ajuda do Chile ao Brasil: Bolsonaro revidou dizendo que a realização desse debate entre as grandes economias mundiais sem a presença dos países da região amazônica “evoca mentalidade colonialista”. Bolsonaro também convocou ministros para uma reunião de crise, entre eles o das relações exteriores, defesa, agricultura e meio ambiente na tarde de ontem e prometeu outra para hoje. O presidente brasileiro também falou ontem com o presidente do Chile, Sebastián Piñera, que fez contato para oferecer ajuda. Piñera anunciou que também falou com o presidente boliviano que enfrenta o mesmo problema. Ambientalistas em movimentos sociais preparam para hoje mobilizações nas capitais e grandes cidades com a chamada: “Amazônia Na Rua”. Há notícias também de manifestações ambientalistas marcadas para a frente das embaixadas brasileiras em Londres, Lisboa, Madri, Paris e outras capitais.

Evo contrata avião tanque: Enquanto isso, como já havíamos dito aqui nas notas, Bolívia e Paraguai também enfrentam incêndios em seus territórios. Na Bolívia, o presidente Evo Morales sobrevoou na segunda (19/08) as áreas afetadas para ter a dimensão das queimadas e designou o vice-presidente Álvaro Garcia Linera para conduzir a equipe que está lidando com os incêndios. Sob sua liderança, a Bolívia uniu esforços ao Paraguai para atuarem juntos na resolução do problema. É aguardada com muita expectativa para esta sexta (23) a chegada do maior avião tanque do mundo, o Super Tanker 747 da empresa Global Super Tanker que deverá iniciar suas operações nas cidades de Charagua e Puerto Busch. Segundo matérias da imprensa, o avião tanque, que tem capacidade para transportar até 72 mil litros de água, também “pode despejar líquidos retardantes, gel, espuma e água, ou a combinação de quaisquer dois desses agentes, e pousar e decolara para novas descargas em intervalos de aproximadamente 30 a 35 minutos. Só  na região de Santa Cruz, na Bolívia, estima-se que cerca e 654 mil hectares foram afetados pelos incêndios.

Putin dará resposta simétrica a míssil: A France Press anuncia nesta quinta-feira (23/08) que Putin prometeu “resposta simétrica” a teste de míssil dos EUA. O presidente russo se refere ao recente teste realizado pelos EUA de um míssil de alcance médio, o primeiro executado pelo país desde a Guerra Fria. Em uma reunião do Conselho de Segurança, Putin teria dito: “ordeno os ministérios russos da Defesa e das Relações Exteriores que examinem o nível da ameaça para nosso país pelos atos dos Estados Unidos, e que sejam adotadas medidas exaustivas para preparar uma resposta simétrica”. Por sua vez, os americanos, através do secretário de defesa, Mark Esper, deram a entender que o recente teste com míssil de cruzeiro tinha como objetivo conter o crescente arsenal de mísseis de alcance intermediário da China. Segundo Esper, “nós queremos assegurar que podemos deter o mau comportamento chinês por meio da nossa própria capacidade de atacar em alcances intermediários”. O lançamento do míssil ocorreu no domingo, 18, poucos dias após ter expirado, em 2 de agosto, o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário entre os EUA e a Rússia.

Embraer vende aeronaves para Portugal: A Força Aérea Portuguesa assinou contrato de compra de cinco aeronaves KC-390 da EMBRAER. Segundo o Itamaraty, é um passo na internacionalização do setor aeronáutico brasileiro e o ingresso de produto brasileiro de altíssima tecnologia e de aplicação civil e militar no mercado internacional.

Comentários