Em visita a Cuba, presidente do Irã pede nova ordem mundial

Ahmadinejad foi nomeado doutor honoris causa da Universidade de Havana

Fillipe Mauro

 

Em visita a Cuba, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, pediu o estabelecimento de uma “nova ordem mundial” baseada na reação à “decadência do capitalismo”. Em giro diplomático pela América Latina, ele também foi homenageado pela Universidade de Havana com o título de doutor honoris causa em ciência política.

Ahmadinejad concluirá na próxima sexta-feira (13/01) a visita de cinco dias pela América Latina depois de um encontro com o presidente do Equador, Rafael Correa, para a assinatura de acordos bilaterais.

Em seu discurso em Havana, o presidente iraniano disse que o sistema capitalista vive um impasse e que, por essa razão, “devemos nos manter acordados e em alerta”. Ele ressaltou que, “se não nos prepararmos, a nova ordem do mundo será definida pelos herdeiros dos escravocratas e dos capitalistas".

Efe

Sanções

Na última quarta-feira (11/01), Ahmadinejad voltou a criticar as acusações de que o Irã fabrica armas nucleares. Na visão do presidente, as afirmações são improcedentes e possuem conteúdo político.

Mesmo assim, no início de janeiro, a União Europeia voltou a propor novas sanções contra Teerã. Uma das possibilidades cogitadas pelo bloco seria o embargo sobre as exportações de petróleo do país, que são responsáveis por 80% de sua economia.

Nesta quinta-feira (12/01), o ministro das finanças japonês, Jun Azumi, anunciou em um comunicado conjunto com o secretário do tesouro norte-americano, Timothy Geithner, que reduzirá “o mais rapidamente possível” as importações do petróleo proveniente do Irã. Calcula-se que 10% de todo o petróleo consumido pelo Japão, a 3ª maior economia do planeta, seja oriundo das reservas iranianas.

Geithner, que nesta semana também encontrou-se com o vice-premiê chinês, Li Keqiang, em Pequim para tratar da mesma agenda, reforçou que está trabalhando para forçar o país a cumprir com suas “obrigações internacionais”. Segundo o economista, seu grande objetivo é “isolar o banco central iraniano do sistema financeiro mundial”.

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