Justiça egípcia contesta presidente e mantém dissolução do Parlamento

Ontem, Mohamed Mursi emitiu um decreto presidencial que revertia a dissolução da assembleia, eleita em junho

Redação

Após o presidente Mohamed Mursi anular por meio de um decreto a dissolução do Parlamento, ordenada pela Suprema Corte Constitucional, juízes disseram nesta segunda-feira (09/07) que suas decisões são definitivas. A declaração é mais um capítulo do embate entre Mursi e o bloco formado pela junta militar que governava o país após a queda de Hosni Mubarak, amparado pelo Poder Judiciário.

Em junho, a corte havia declarado que vários trechos da legislação eleitoral não estavam de acordo com a Constituição egípcia. Com base nisso, o conselho militar, então no governo, dissolveu o Parlamento e assumiu o controle sobre o poder legislativo. O grupo islâmico Irmandade Muçulmana, que controla mais de dois terços dos assentos no Parlamento, disse à época que se tratava de um golpe de Estado.

No domingo (08/07), o presidente egípcio, Mursi, baixou decreto anulando a dissolução do Parlamentoos militares. Mursi também estabeleceu a realização de novas eleições legislativas no prazo de 60 dias após a aprovação de uma nova Constituição pelo Parlamento, o que só deveria ocorrer dentro de alguns meses. O decreto de Mursi levou a uma reunião de emergência do conselho militar, neste domingo. Até o momento, os militares não se manifestaram sobre a atitude do presidente, que pertencia à Irmandade Muçulmana até assumir o cargo.

Com base no decreto presidencial, uma sessão do Parlamento havia sido convocada para esta terça-feira pelo presidente da casa, Saad al-Katatni, que pertence à Irmandade Muçulmana.

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