Cartes sinaliza reaproximação de Paraguai com Mercosul e critica gestão de Franco

Em coletiva, presidente eleito afirma que, por não ter assumido, não poderá participar de cúpula da entidade

Redação


O presidente eleito do Paraguai, Horacio Cartes, descartou nesta segunda-feira (22/04) sua participação na próxima Cúpula do Mercosul, em junho, para a qual foi convidado pelo chefe de governo do Uruguai, José Mujica. No entanto, em sua declaração, procurou restabelecer os laços com os demais países-membros e criticou a gestão do liberal Federico Franco.

Em sua primeira entrevista coletiva após a vitória eleitoral de domingo (21), Cartes lembrou que não tomará posse da presidência até o dia 15 de agosto, por isso não pode assumir "compromissos que não lhe correspondem".

Agência Efe

Cartes dá entrevista coletiva em Assunção e aponta reaproximação com Mercosul

Antes do juramento como novo chefe de Estado paraguaio, "não temos nada que fazer, quem exerce a função de presidente da República é o doutor Federico Franco", lembrou.

Franco foi excluído das cúpulas do Mercosul desde que assumiu o poder após o impeachment, no ano passado, de Fernando Lugo.

Mujica, que organiza a próxima cúpula regional de 28 de junho em Montevidéu, felicitou Cartes por seu vitória e o convidou a assistir ao encontro.

"Nós não podemos fazer nenhuma viagem antes de assumir essa responsabilidade", disse Cartes, embora tenha agradecido pelo "gesto de consideração" de Mujica.

"É de cumprimento impossível que um, antes de assumir (o cargo), ocupe compromissos que não lhe correspondem", insistiu.

Cartes disse que "há meses atrás" sentiu em reuniões com embaixadores de outros países "muita predisposição" para com seu país, e se disse comprometido a "reparar os erros", em referência ao retorno do Paraguai aos blocos dos quais foi suspenso, o Mercosul e a Unasul.
 


"Mal ocorreram (as eleições), sentimos um clima extraordinário, por isso chegam as felicitações, há um clima muito bom", afirmou o presidente eleito.

"Para o Paraguai, o objetivo de estar no Mercosul é importante demais, se for bater em uma porta na Europa ou nos EUA, não é a mesma coisa bater como Paraguai ou em representação de um bloco", declarou.

O líder colorado também afirmou que está "muito feliz por não ter aprendido nada com esta gestão", em referência ao atual governo.

"O país não é de um grupo de privilegiados políticos, mas de todos (...) se formos transparentes, o Paraguai vai dar passos gigantes", assegurou.

O futuro presidente do Paraguai falou com jornalistas de 20 veículos de imprensa estrangeiros, em sua maioria brasileiros, aos quais respondeu visivelmente emocionado e inclusive arriscando o português em várias ocasiões.

(*) com informações da agência Efe
 

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