Kerry admite existência de “tensões” entre EUA e Alemanha em razão de espionagem

Alemanha pode ouvir Edward Snowden em Moscou para esclarecer denúncias

Redação

0

Todos os posts do autor

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, reconheceu nesta quinta-feira (07/11) a existência de "tensões" entre os Estados Unidos com a Alemanha em razão das acusações de espionagem reveladas pelo ex-agente da CIA Edward Snowden. No entanto, o chefe da diplomacia dos EUA afirmou que os dois países mantêm uma "relação forte" e permanecem aliados. As informações são da agência de notícias France Presse.

Leia mais:
Opera Mundi e TV Unesp lançam série de Aulas Públicas nesta quinta-feira

"Sem dúvida esta situação tem provocado tensões com a Alemanha e com os alemães", disse Kerry ao jornal Bild, quando foi questionado sobre a vigilância da NSA (Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos) sobre Angela Merkel. "Mas nossa relação é forte e continuará sendo", completou.

Agência Efe

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, em visita à Belém, na Cisjordânia

Pressionado pelo Parlamento, o governo alemão está examinando a possibilidade de ouvir Edward Snowden, fonte das revelações sobre a espionagem norte, em Moscou, na Rússia, país onde ele se encontra exilado.

Snowden revelou à imprensa documentos que indicam que o governo dos Estados Unidos pode ter grampeado o telefone celular de Merkel.

Eu apoio Opera Mundi

Eu apoio Opera Mundi

Eu apoio Opera Mundi

"Nos momentos difíceis, os aliados trabalham com franqueza e respeito mútuo. A Alemanha é um dos grandes amigos dos Estados Unidos e um dos nossos aliados mais importantes", disse Kerry na entrevista.

Kerry está em Amã, na Jordânia, onde se reuniu com o rei Abdullah II. Ele reafirmou na noite de quarta-feira (06) a oposição dos Estados Unidos aos assentamentos israelenses em territórios palestinos ocupados, classificando-os de "ilegítimos". "Consideramos agora e consideramos sempre que os assentamentos são ilegítimos", declarou Kerry, depois de se reunir, em Belém, com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas.

"Quero deixar bem claro que em nenhum momento os palestinos concordaram, na retomada das negociações, que poderiam de alguma forma tolerar ou aceitar os assentamentos", disse Kerry. "Isso não quer dizer que eles não estivessem cientes - ou que nós não estivéssemos cientes - de que iriam ocorrer construções", acrescentou.

Nesta quinta à tarde, o chefe da diplomacia dos EUA volta a se reunir, com Abbas na residência do embaixador palestino, afirmaram fontes diplomáticas. Na quarta-feira, além de Abbas, Kerry visitou o premiê Benjamin Netanyahu, em Jerusalém, e o presidente Shimon Peres.

Comentários