Em cinco de semanas de conflito, aprovação de Netanyahu caiu de 82% para 38% em Israel

Pesquisa divulgada na segunda (25/08) mostra que índices de satisfação despencaram; apenas quatro dias antes, premiê aparecia com 55% de aprovação

Redação

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Após quase 50 dias da ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza, uma pesquisa de opinião divulgada na noite desta segunda-feira (25/08) mostra que apenas 38% da população de Israel está satisfeita com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, enquanto 50% desaprovam a conduta do premiê.

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Agência Efe

Em cinco semanas, índice de aprovação do primeiro-ministro Netanyahu caiu de 82% para apenas 32% da população

A consulta realizada pela emissora local Channel 2 News evidencia uma sensível queda nos índices de aprovação do premiê; pesquisa semelhante feita quatro dias antes, em 21 de agosto, mostrava Netanyahu com 55% de aprovação. Três semanas atrás, em 5 de agosto, o índice era de 63%.

Em 23 de julho, apenas cinco dias após o Exército israelense ter invadido o território palestino por terra, o chefe de governo aparecia com 82% de aprovação.

A maioria dos consultados também defendeu o adiamento do início do ano letivo em certas regiões do país, marcado para a próxima segunda-feira, 1º de setembro. Em uma reunião do gabinete ministerial neste final de semana, Netanyahu externou relutância em prorrogar a data.

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O Channel 2 News não divulgou informações sobre o número de entrevistados, tampouco sobre margem de erro e a metodologia da pesquisa. A consulta foi realizada pela empresa Shiluv Millward Brown.

50 dias de conflito

Israel e o Hamas anunciaram nesta terça-feira (26/08) um acordo de cessar-fogo duradouro entre as partes. No total, 2.137 pessoas morreram no lado palestino ao longo dos 50 dias de conflito da Operação Margem Protetora— em sua maioria, civis, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. No lado israelense, morreram 64 soldados em combates, e dois civis israelenses — um deles menor —, um beduíno e um trabalhador asiático, estes últimos atingidos por projéteis disparados de Gaza.

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