EUA restringem entrada de passageiros vindos de Serra Leoa, Libéria e Guiné a cinco aeroportos

Por medo do ebola, viajantes provenientes de países afetados por surto só poderão pousar em Nova York, Newark, Washington, Chicago e Atlanta

Redação

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Por conta do vírus ebola, passageiros cujas viagens tenham se originado na Libéria, Serra Leoa ou Guiné e tenham como destino os Estados Unidos só poderão pousar em cinco aeroportos do país, determinou nesta terça-feira (21/10) o Departamento de Segurança Nacional (DHS, sigla em inglês). A medida entra em vigor já nesta quarta (22/10).

Caso o passageiro não chegue pelos aeroportos JFK (Nova York), Newark (que também atende Nova York), Dulles (Washington), O’Hare (Chicago) ou Hartsfield-Jackson (Atlanta), ele será barrado e não poderá entrar nos EUA. Estes cinco aeroportos são os que têm controles especiais para detecção do ebola.

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Aeroporto O'Hare, em Chicago, é um dos cinco por onde pessoas provenientes de áreas afetadas por ebola podem chegar aos EUA

Cerca de 94% dos viajantes que voam aos EUA procedentes da Libéria, Serra Leoa e Guiné chegam ao país por estes aeroportos, de acordo com o DHS. Atualmente não há voos diretos entre esses três países e os Estados Unidos.

No entanto, a medida não significa proibição de voos procedentes de países afetados pela epidemia, como pede a oposição ao presidente Barack Obama.

OMS fará testes clínicos de vacina contra ebola
 
A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou hoje que, em novembro, começarão na Suíça testes clínicos de uma das duas vacinas já desenvolvidas contra o ebola.
 
"O teste de Lausanne (Suíça) incluirá metade do total de voluntários em que serão testadas as vacinas e permitirá ter o número suficiente de pessoas para testar sua segurança e imunogenicidade (resposta imunológica no organismo)", declarou a subdiretora-geral da OMS, Marie-Paule Kieny.
 
De acordo com informações da Agência Efe, a vacina é a NIAID/GSK, desenvolvida pela farmacêutica GlaxoSmithKline e que já está sendo testada em voluntários em Reino Unido, Estados Unidos e Mali.
 
O número mínimo necessário para realizar os testes de uma vacina deste tipo é de 250 pessoas saudáveis, entre 18 e 65 anos. 
 
(*) Com Efe

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