Morre, aos 89 anos, o intelectual cubano Roberto Fernandéz Retamar

Poeta e ensaísta, um dos mais importantes de Cuba, morreu na tarde deste sábado (20/07), em Havana

Redação

Granma Granma

Havana (Cuba)

O poeta, ensaísta e intelectual cubano Roberto Fernández Retamar morreu neste sábado (20/07), aos 89 anos, em Havana.

Presidente da Casa das Américas, Retamar foi autor de uma vasta obra poética desde que publicou, em 1950, Elegía Como um Himno (Elegia como um hino, em tradução livre). Ele orientou seu trabalho ensaístico ao estudo da figura de José Martí, à teoria literária latino-americana e caribenha e ao desenvolvimento de um pensamento descolonizador e anti-imperialista.

Estudou filosofia e letras e foi professor da Universidade de Habana. Retamar colaborou com a revista Orígenes, dirigiu entre 1950 e 1960 a Nueva Revista Cubana e foi um dos fundadores da União de Escritores e Artistas de Cuba.

Retamar morreu em Havana, aos 89 anos

Em 1965, assumiu a direção da revista Casa, órgão da Casa das Américas, a qual presidiu a partir de 1968. Também fundou, em 1977, e dirigiu até 1986, o Centro de Estudos Martianos e seu Anuário. Foi eleito em 1995 membro da Academia Cubana da Língua, a qual encabeçou entre 2008 e 2012.

Em 1989, ganhou o Prêmio Nacional de Literatura. No começo deste ano, a Unesco o distinguiu com o Prêmio Internacional José Martí.

Além disso, Retamar foi deputado da Assembleia Nacional do Poder Popular e membro do Conselho de Estado de Cuba.

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