Quarta-feira, 15 de abril de 2026
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O ataque conjunto realizado neste sábado (28/02) por Estados Unidos e Israel matou o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, aos 86 anos e após 36 anos no cargo de máxima autoridade do país persa.

Nascido em 1939, em Mashhad, em uma família devota de origem azerbaijana, Khamenei recebeu formação religiosa desde jovem e nunca abandonou a crença no islamismo xiita como pilar fundamental da sociedade. Nos anos 60, ele surgiu como figura no Irã, sendo um proeminente ativista e militante de grupos de resistência ao regime monárquico absolutista do xá Reza Pahlevi.

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Sua trajetória como dissidente incluiu passagens pela prisão: foi detido seis vezes e chegou a ser condenado a três anos de exílio em Iranshahr, no sul do país.

Após Revolução Islâmica de 1979, que derrubou o regime do xá, ele se tornou membro do Conselho Revolucionário. Em março daquele ano, o Irã realizou um referendo que instituiu a República Islâmica como regime político. Meses depois, o aiatolá Ruhollah Khomeini assumiu como primeiro líder supremo do país.

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Presidente Khamenei

Durante a maior parte do período liderado por Khomeini – mais precisamente entre outubro de 1981 e agosto de 1989 –, Khamenei exerceu a Presidência do Irã, cargo que assumiu após o assassinato do seu antecessor, Mohammad-Ali Rajai, em agosto de 1981, vítima de um atentado promovidos por agentes da Organização dos Mujahidin do Povo Iraniano (MEK, por sua sigla em inglês), apoiados pelos Estados Unidos.

Vale acrescentar que o próprio Khamenei foi vítima de um atentado realizado pelo mesmo MEK, dois meses antes, em junho de 1981, do qual saiu ferido e precisou ser hospitalizado.

Khamenei foi o presidente do país durante a maior parte da Guerra Irã-Iraque (1980-1988) e participou ativamente do conflito, com medidas direcionadas ao fortalecimento do Corpo daa Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, por sua sigla em inglês).

Aiatolá Khamenei

Em agosto de 1989, dois meses após a morte de Khomeini, o Irã nomeou Khamanei como seu novo aiatolá. À época, a imprensa local afirmou que o próprio Khomeini, em seu leito de morte, o designou como seu sucessor. Por mais de três décadas, Khamenei foi o guardião da Revolução de 1979.

Khamenei foi aiatolá do Irã entre 1989 e 2026
IRNA

Durante seu mandato como líder supremo do Irã, Khamenei expandiu o chamado “eixo da resistência”, estendendo a influência do Irã em países como Líbano, Síria, Iraque e Iêmen, e apoiando os movimentos de defesa da Palestina contra Israel.

Para além da política, Khamenei cultivava a imagem de intelectual, poeta e músico. Era um apaixonado tocador de tar, tradicional instrumento de cordas persa, mas foi forçado a abandoná-lo em função do atentado explosivo de 1981, que afetou seus movimentos da mão direita.

Com informações de ANSA.