ID CTVM: Notas Comerciais ganham espaço e ampliam alternativas de captação das empresas
Mais ágeis que outros instrumentos e com estrutura simplificada, elas vêm conquistando espaço no mercado e ampliando as possibilidades para empresas de diferentes portes
As Notas Comerciais deixaram de ser um instrumento utilizado em operações pontuais para ocupar uma posição cada vez mais relevante nas estratégias de captação das empresas brasileiras.
Impulsionadas pelo crescimento do mercado de capitais, pela busca por maior agilidade nas emissões e pela necessidade de diversificar as fontes de financiamento, elas vêm ganhando espaço ao lado de instrumentos já consolidados, como debêntures, CRIs, CRAs e Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs).
Criadas pela Lei nº 14.195, de 2021, as Notas Comerciais modernizaram um instrumento que já existia no mercado e passaram a permitir emissões por sociedades limitadas e sociedades por ações, ampliando significativamente o universo de empresas aptas a acessar o mercado de capitais.
Para Saudir Filimberti, diretor da ID CTVM, esse crescimento acompanha uma mudança estrutural na forma como as empresas brasileiras enxergam o financiamento.
“As Notas Comerciais ganharam espaço porque atendem a uma demanda cada vez maior das empresas por estruturas de captação mais ágeis e flexíveis. O mercado de capitais evoluiu e hoje consegue oferecer instrumentos aderentes a diferentes perfis de companhias, sem que elas dependam exclusivamente das modalidades tradicionais de financiamento”, afirma Filimberti.
Agilidade como diferencial competitivo
Em um ambiente em que empresas precisam responder rapidamente às demandas do mercado, o tempo necessário para estruturar uma operação passou a ser um fator estratégico.
Nesse cenário, as Notas Comerciais ganharam espaço por oferecer um processo de emissão menos complexo do que outras modalidades de dívida, permitindo que companhias acessem recursos com maior rapidez para financiar capital de giro, expansão dos negócios, investimentos ou reorganização financeira.
Essa característica fez com que o instrumento passasse a ser considerado não apenas como uma alternativa às debêntures em determinadas operações, mas como parte da estratégia de financiamento de empresas de diferentes setores.
“Não existe um instrumento melhor que o outro. O que existe é uma necessidade cada vez maior de estruturar operações compatíveis com o perfil, o prazo e os objetivos de cada empresa. As Notas Comerciais ampliaram esse leque de possibilidades e tornaram o mercado mais eficiente”, explica Filimberti.
Mercado sofisticado amplia possibilidades
O avanço das Notas Comerciais também reflete a evolução do próprio mercado de capitais brasileiro.
Nos últimos anos, investidores ampliaram o interesse por ativos de crédito privado, enquanto empresas passaram a combinar diferentes instrumentos de financiamento conforme seus objetivos, prazos e estrutura de capital.
Esse movimento contribuiu para um mercado mais diversificado, em que debêntures, FIDCs, CRIs, CRAs, Certificados de Recebíveis e Notas Comerciais passaram a desempenhar papéis complementares dentro das estratégias de captação.
Na avaliação da ID CTVM, esse processo representa um amadurecimento da indústria, que hoje consegue oferecer soluções mais customizadas para diferentes perfis de empresas.

Interesse por ativos de crédito privado contribuiu para um mercado mais diversificado
ID CTVM
Tendência de consolidação
Especialistas avaliam que o uso das Notas Comerciais deve continuar crescendo nos próximos anos, acompanhando a expansão do mercado de crédito privado e a maior participação das empresas no mercado de capitais.
Mais do que criar um novo instrumento, a evolução regulatória ampliou as possibilidades de financiamento da economia brasileira e fortaleceu um ambiente em que empresas podem escolher estruturas mais eficientes para suas necessidades.
“O crescimento das Notas Comerciais é mais um reflexo do amadurecimento do mercado de capitais brasileiro. À medida que empresas passam a conhecer melhor as alternativas de financiamento disponíveis, a tendência é que utilizem diferentes instrumentos de forma complementar, tornando suas estruturas de capital mais eficientes e menos dependentes do crédito bancário”, conclui Saudir Filimberti, diretor da ID CTVM.
(*) Este conteúdo é fruto de parceria paga.
























