Sexta-feira, 27 de março de 2026
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O Governo do Brasil encerrou o ano de 2025 celebrando uma série de conquistas em setores tão diversos quanto economia, saúde, desenvolvimento e assistência social. Três das principais realizações impactam na proteção dos direitos sociais e na geração de novas oportunidades: a retirada do Brasil, pela segunda vez, do Mapa da Fome; o investimento na agricultura familiar por meio do Plano Safra; e o programa Agora Tem Especialistas, que projeta ampliar o acesso a médicos em todas as regiões do país.

Em julho, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO-ONU) anunciou que o Brasil saiu novamente do Mapa da Fome — indicador global que aponta países onde mais de 2,5% da população sofre de subalimentação grave e insegurança alimentar crônica. O país já havia deixado o mapa em 2014, antes do período de retrocessos registrados entre 2016 e 2022, quando voltou a figurar na lista entre 2018 e 2020. Segundo a FAO, na média de 2022 a 2024, o Brasil manteve-se abaixo do patamar de 2,5% da população em risco de subnutrição ou sem acesso suficiente à alimentação.

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O resultado antecipou a meta estabelecida em janeiro de 2023, que pretendia zerar novamente a fome no país até 2026. O avanço foi impulsionado pelas ações do Plano Brasil Sem Fome, que engloba o Bolsa Família, o Programa de Aquisição de Alimentos e o Programa Cozinha Solidária, entre outras iniciativas, e prioriza a redução da pobreza, o estímulo à geração de emprego e renda, o apoio à agricultura familiar, o fortalecimento da alimentação escolar e o acesso da população a alimentos saudáveis.

Segundo dados do IBGE, até o final de 2023, cerca de 24 milhões de pessoas haviam deixado a condição de insegurança alimentar grave. No mesmo período, a pobreza extrema caiu ao mínimo histórico de 4,4%, o que corresponde à saída de quase 10 milhões de brasileiros dessa condição (em relação a 2021). Em 2024, o país registrou a menor taxa de desemprego desde 2012, de 6,6%, enquanto o rendimento domiciliar per capita atingiu R$ 2.020 mensais — indicadores que ajudam a explicar o avanço alcançado pelo Plano Brasil Sem Fome.

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Recorde de R$ 89 bilhões para a agricultura familiar

Em junho de 2025, o Governo do Brasil lançou o Plano Safra da Agricultura Familiar 2025/2026, destinando R$ 78,2 bilhões ao crédito rural por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), além de políticas de assistência técnica, seguro agrícola, apoio à agroecologia, mecanização, irrigação e incentivo a cooperativas. O plano prioriza o fortalecimento da produção de alimentos, a ampliação do crédito rural e o desenvolvimento sustentável no campo. O valor destinado é um marco histórico para a agricultura familiar — no ciclo 2024/2025, haviam sido R$ 76 bilhões — enquanto a agricultura empresarial recebeu R$ 516,2 bilhões, também um recorde.

Entre as novidades do Plano Safra 2025/2026 estão os incentivos às práticas sustentáveis, com juros reduzidos para produtores que adotam modelos orgânicos ou agroecológicos, além de linhas de crédito para irrigação com energia sustentável, quintais produtivos voltados a mulheres rurais, bioeconomia, agroecologia, produção em assentamentos, povos indígenas e comunidades quilombolas, uma variedade de opções pensadas para diferentes realidades do campo. No lançamento, o governo também assinou o decreto do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos, uma das principais estratégias para a transição agroecológica no país.

agricultura familiar

Governo do Brasil bateu recorde de R$ 89 bilhões para a agricultura familiar
Sergio Amaral/MDS

Mais médicos especialistas pelo país

No setor da saúde, uma das principais conquistas de 2025 foi o lançamento, em maio, do Agora Tem Especialistas, programa do Ministério da Saúde criado para ampliar o acesso da população a consultas, exames e procedimentos especializados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa tem como meta central reduzir as filas para atendimento com especialistas e a realização de cirurgias, enfrentando uma das maiores demandas históricas da saúde pública brasileira.

Com o programa, pacientes passam a ser atendidos tanto na rede pública quanto na rede privada credenciada ampliando de forma significativa a capacidade do SUS. As ações contemplam consultas especializadas, exames complementares e início de tratamentos em seis áreas prioritárias: oncologia, ginecologia, cardiologia, oftalmologia, ortopedia e otorrinolaringologia. Hospitais privados e filantrópicos participam da iniciativa por meio da oferta desses serviços em contrapartida à quitação de dívidas com a União.

O Agora Tem Especialistas também aposta no uso intensivo da telessaúde e na integração digital dos sistemas para tornar mais ágeis os processos de regulação, agendamento e acompanhamento dos pacientes. A estratégia inclui a ampliação de mutirões, a adoção de turnos estendidos e a implantação de unidades móveis de saúde em regiões remotas ou com baixa oferta de serviços especializados. Ao todo, 41 carretas de saúde circulam pelo país, equipadas para atendimentos com cardiologistas e oftalmologistas, além da realização de exames como mamografia, tomografia, raio X, biópsias e pequenas cirurgias.

(*) Este conteúdo foi desenvolvido em parceria com o Governo do Brasil