Quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
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O cenário econômico do Brasil para 2026 contará com uma mudança que deve transformar a vida de uma grande parcela da população: a partir deste mês de fevereiro, trabalhadores e trabalhadoras que ganham até R$ 5 mil por mês estarão isentos do Imposto de Renda da Pessoa Física.

A Lei nº 15.270 de 2025 (originada do PL 1.087/2025), que determina essa mudança na política tributária, foi sancionada em novembro de 2025 pela Presidência da República e também traz benefícios para contribuintes com renda de até R$ 7.350 mensais, que terão redução no valor pago.

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Considerada um dos projetos mais importantes do atual governo, a nova legislação deve favorecer cerca de 15 milhões de trabalhadores e trabalhadoras.

Segundo o economista Carlos Paiva, diretor da Paradoxo Consultoria Econômica, a elevação do patamar de isenção do imposto de renda gera “ganhos efetivos e importantes para a base da pirâmide social”.

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Calculadora

O economista Daniel Ferrer, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) — também professor da Escola DIEESE de Ciências do Trabalho destaca que o DIEESE desenvolveu a página “Calculadora IR”, na qual “qualquer trabalhador pode inserir sua renda bruta mensal e visualizar quanto paga hoje de IR, qual será sua economia mensal com a lei aprovada”.

Além disso, ele enfatiza que “quem tem renda dentro da faixa de isenção da nova lei não é rentista, mas alguém da classe trabalhadora, com alta propensão ao consumo. Portanto, esse dinheiro extra tende a ser gasto no dia a dia — no mercado do bairro, na padaria, na farmácia, com vestuário, transporte, educação, reforma da casa, etc.”

“Isso é muito importante porque significa que esse dinheiro não vira especulação financeira, mas demanda efetiva na economia, o que dinamiza a economia local e gera retorno fiscal, já que boa parte desse comércio volta ao Estado na forma de impostos sobre consumo”, frisa Ferrer.

moeda brasileira

Nova legislação deve favorecer cerca de 15 milhões de trabalhadores e trabalhadoras
Daniel Dan na Unsplash

Compensações

Outro ponto fundamental da mudança é a compensação da arrecadação perdida com a isenção. Um dos mecanismos será a taxação sobre a distribuição de lucros e dividendos para pessoas físicas residentes no Brasil, em montante superior a R$ 600 mil por ano — média de R$ 50 mil mensais — que passarão a pagar imposto com alíquota de até 10%. Também haverá taxação sobre remessas de dividendos ao exterior.

Além disso, será estabelecido um piso para cobrança de imposto de renda de quem recebe acima de R$ 50 mil por mês, com alíquota mínima que pode chegar a 10% nessa faixa.

O Ministério da Fazenda estima que cerca de 141 mil contribuintes de mais alta renda — 0,06% da população com maiores salários — serão atingidos pela medida.

Para o economista Carlos Paiva, “o grande desafio da justiça tributária é taxar aqueles que auferem rendas efetivamente significativas”. Ele acrescenta que “a atual legislação tributária virtualmente isenta empresários e profissionais liberais de alta renda. Os impostos incidem exclusivamente sobre os rendimentos das empresas, não dos empresários”.

(*) Este conteúdo foi desenvolvido em parceria com o Governo do Brasil.