Por meio da aliança internacional "Fórum de Madri", o Vox articula a extrema direita global. De acordo com relato de Eduardo Bolsonaro, a aliança teve a assinatura de nomes como a futura premiê da Itália, Giorgia Meloni, e o chileno José Antonio Kast.
Ana Miranda foi uma das parlamentares que assinou carta, com outros 50 eurodeputados, pedindo uma ação do bloco contra as "ameaças sem precedentes" representadas por Bolsonaro e destacando que isso é "crucial para dissuadir a liderança militar do Brasil de qualquer tentativa de apoiar um golpe".
A eurodeputada acompanhou o primeiro turno das eleições presidenciais em São Paulo e critica o centro e a direita do Brasil por se unirem com Bolsonaro e "ajudarem a fomentar o ódio".
"O centro de direita, ou o centro e a direita mais democrática, quando eles homologam e votam com o Bolsonaro e essa extrema direita, estão prejudicando o Brasil, as pessoas do Brasil e também a imagem internacional do Brasil", avalia Miranda.
Otimismo com o 2° turno
Após Lula (PT) ter 6,18 milhões a mais que Bolsonaro no primeiro turno das eleições presidenciais, mas não conseguir encerrar a eleição no primeiro turno como algumas pesquisas indicavam, Miranda destaca que é importante analisar o resultado levando em consideração as dificuldades de competir contra a "máquina do Estado", seus recursos e sua capacidade de "produzir vontades".
"Eu leio esse resultado profundamente otimista. Profundamente e digo por quê. A campanha de Lula, e de todos os partidos que apoiavam a Lula, foi muito boa, em um contexto de violência informativa, de ódio totalmente premeditado contra Lula, de um período em que ele vinha da prisão, com o partido mais desmobilizado, mas com uma aglutinação com tantos partidos democráticos da esquerda e do centro do Brasil e também porque está combatendo com um partido de governo e um governo tem um maquinário, um Estado inteiro", diz a eurodeputada.