Entre momentos de apreensão e celebração, os brasileiros estiveram atentos também aos resultados legislativos e estaduais. Tiago Coelho, estudante de medicina da Escola Latino-Americana de Medicina Dr. Salvador Allende, disse que ficou muito feliz ao saber do encontro para acompanhar a apuração e fez questão de revelar em quem teria votado caso tivesse a oportunidade.
"É de uma importância imensa a gente conseguir reunir esse núcleo para poder comemorar esse momento. Eu falo comemorar porque a gente já viu que o povo brasileiro quer o Lula, quer democracia e liberdade de expressão, então a gente poder se reunir aqui para compartilhar esse momento é de extrema importância", disse.
Itamaraty impede votação
Mais de 1,3 mil eleitores brasileiros foram impedidos de votar na Venezuela. Por decisão do Ministério das Relações Exteriores, as urnas que viriam para a Venezuela foram enviadas para a embaixada em Bogotá, na Colômbia. Isso porque o Brasil não mantém sedes diplomáticas funcionando em território venezuelano desde 2020.
Segundo apurou o Brasil de Fato, a decisão do Itamaraty divergiu da posição do TRE-DF, órgão responsável por organizar as eleições no exterior, que iria dispensar a votação no país por ausência de locais apropriados para receber os eleitores e as urnas.
Para Simone, a impossibilidade de votar no país fez com que ela e outros brasileiros se sentissem impedidos de exercer sua cidadania e manifestar suas vontades políticas através da escolha de um dos candidatos presidenciais.
"É uma consequência nefasta da atual política externa brasileira e de uma crise que foi instalada desde o golpe contra Dilma [Rousseff], que esse governo atual estendeu. Para nós, não poder votar aqui é uma violência e eu atribuo essa violência ao governo atual", disse.