Terça-feira, 3 de março de 2026
APOIE
Menu

Após o primeiro dia de reuniões entre representantes diplomáticos de Irã e Estados Unidos, nesta sexta-feira (06/02) o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que seu país apresentou, como condição para a continuidade do diálogo, que Washington pare com as ameaças militares e com o apoio aos protestos contra o governo da República Islâmica.

A declaração foi dada à agência estatal iraniana IRNA, horas depois do encontro bilateral realizado em Mascate, capital de Omã. Segundo o diplomata, as negociações sobre um possível acordo nuclear “devem ocorrer em um ambiente calmo, sem tensões e nem intimidações”.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

“A condição prévia para qualquer diálogo é a abstenção de ameaças e pressões. Deixamos isso explícito e esperamos que seja rigorosamente respeitado para que as negociações possam continuar”, observou Araghchi.

Perguntado sobre o conteúdo do diálogo desta sexta-feira, o chanceler afirmou que “nossa conversa tratou exclusivamente do tema nuclear, não estamos discutindo nenhum outro assunto com os Estados Unidos”.

Mais lidas

No entanto, o diplomata admitiu que a maior preocupação do Irã, a respeito de sua relação com os Estados Unidos, tem a ver com a “segurança geográfica” do país.

Além de Araghchi, a delegação iraniana conta com os vice-ministros Majid Takht Ravanchi (Assuntos Políticos), Kazem Gharibabadi (Assuntos Jurídicos e Internacionais), Qanbari (Diplomacia Econômica) e o porta-voz Esmaeil Baqaei.

Do lado norte-americano, a comitiva é liderada por Steve Witkoff, enviado especial para o Oriente Médio, e conta ainda com a presença de Jared Kushner, genro e conselheiro próximo do presidente Donald Trump.

O chanceler de Omã, Badr bin Hamad Al Busaidi, participou do encontro como anfitrião e mediador.

Chanceler iraniano Abbas impôs condições à continuidade do diálogo entre seu país e os EUA
IRNA

Novas sanções dos EUA

Por sua parte, os Estados Unidos anunciaram novas sanções às exportações de petróleo do Irã, horas depois da reunião em Mascate.

As medidas seriam aplicadas contra 15 entidades e 14 embarcações da que Washington chama de “frota fantasma”, ligada ao comércio de petróleo e derivados iranianos, que incluiria navios de bandeiras da Turquia, Índia e Emirados Árabes Unidos.

Também serão aplicadas sanções a duas pessoas relacionadas a essas entidades e embarcações, segundo comunicado do Departamento de Estado norte-americano.

A nota acrescenta, como justificativa à medida, que Irã estaria usando recursos do petróleo para “financiar atividades desestabilizadoras em todo o mundo e intensificar a repressão dentro do país”.

Com informações de IRNA e RT.