Segunda-feira, 20 de abril de 2026
APOIE
Menu

Segundo o jornal israelense Haaretz, a República Federal da Alemanha financiou secretamente grande parte do projeto Dimona, no Centro de Pesquisa Nuclear do Negev, uma instalação fundamental do programa nuclear israelense, durante 12 anos.

A investigação da mídia hebraica conclui que, entre 1961 e 1973, o governo da Alemanha Ocidental transferiu entre 140 e 160 milhões de marcos alemães anualmente para Israel por meio de um sistema de empréstimos secretos, totalizando cerca de 2 bilhões de marcos (o equivalente a cerca de R$ 30 bilhões hoje).

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

Aparentemente, o acordo secreto foi finalizado após uma reunião realizada em 1960 entre o então primeiro-ministro israelense, David Ben-Gurion, e o chanceler alemão, Konrad Adenauer, no âmbito do compromisso da Alemanha com a segurança de Israel após o Holocausto.

O financiamento foi oficialmente denominado como auxílio para o “desenvolvimento do Negev” e seus detalhes foram inicialmente mantidos em segredo, inclusive do governo alemão, embora aparentemente tenha sido usado para apoiar o programa nuclear da nação judaica.

Mais lidas

O mecanismo estabelecido consistia em pagamentos do que foi denominado “transferências monetárias derivadas de acordos bilaterais com países em desenvolvimento não especificados”. Embora a falta de documentação oficial impossibilite confirmar se todo o dinheiro foi investido no projeto de Dimona, foi confirmado que o reator nuclear não foi financiado com fundos públicos.