Ali Khamenei alerta EUA sobre ‘guerra regional’ caso Irã seja atacado
Líder supremo iraniano declarou que Teerã 'não se assusta' com ameaças de Trump e garantiu 'golpe duro' contra intervenções externas
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, alertou neste domingo (01/02) os Estados Unidos sobre uma “guerra regional” em caso de ataque à sua nação. A posição se deu em meio às recentes ameaças do presidente norte-americano Donald Trump que, nesta semana, declarou ter enviado uma frota naval “maior que usada contra a Venezuela” perto do território iraniano.
“Os norte-americanos devem saber que, se começarem uma guerra, desta vez será uma guerra regional”, afirmou Khamenei, citado pela mídia estatal, à multidão no âmbito do 47º aniversário da Revolução Islâmica de 1979.
Os Estados Unidos ampliaram significativamente sua presença naval no Oriente Médio após a cessação dos protestos massivos no Irã em janeiro, em que manifestantes locais exigiram melhorias na situação econômica nacional – corroída principalmente pelas sanções ocidentais. Nesse período, Trump, que foi acusado pelas autoridades iranianas de instalar grupos infiltrados para provocar maior violência e caos nos protestos, cogitou um ataque militar ao país persa sob suposto pretexto humanitário.
Embora as manifestações tenham sido controladas, Washington retomou as ameaças com o envio militar nas proximidades do Irã, recorrendo a outros motivos e às exigências relacionadas aos programas nuclear e de mísseis. Atualmente, a Marinha dos Estados Unidos possui seis contratorpedeiros, um porta-aviões e três navios de combate litorâneo na região do Oriente Médio.

Líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei alerta os EUA sobre ‘guerra regional’ em caso de ofensiva à sua nação
Reprodução/Khamenei.ir
“[Trump] diz regularmente que trouxe navios… A nação iraniana não deve se assustar com essas coisas, o povo iraniano não será afetado por essas ameaças”, ressaltou Khamenei. “Não somos os iniciadores e não queremos atacar nenhum país, mas a nação iraniana desferirá um golpe duro contra qualquer um que nos atacar e assediar”.
Vale lembrar que Teerã defendeu nos últimos dias uma solução diplomática e manifestou prontidão para negociações “justas” que não busquem restringir suas capacidades defensivas. No sábado (31/01), o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, disse que “ao contrário do ardor da guerra midiática fabricada, os arranjos estruturais para as negociações estão avançando”. Trump também confirmou que o diálogo estava acontecendo, mas sem retirar as suas ameaças.
(*) Com Telesur























