Sábado, 17 de janeiro de 2026
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Ao comentar os violentos protestos no Irã, que já duram duas semanas, o presidente dos EUA, Donald Trump, reiterou as ameaças contra o país. Em coletiva de imprensa, nesta sexta-feira (09/01), Trump afirmou que “o Irã está apuros”.

“Parece-me que o povo está tomando conta de certas cidades que ninguém imaginava que fosse possível há apenas algumas semanas”. Ele disse estar “acompanhando a situação com muita atenção” e ameaçou: “eu deixei bem claro que, se eles começarem a matar pessoas como fizeram no passado, nós vamos intervir. Vamos atacá-los com muita força onde dói”.

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“É melhor vocês não começarem a atirar, porque nós também começaremos a atirar”, acrescentou. Ele afirmou que o Irã é “um lugar muito perigoso neste momento” e disse esperar “que os manifestantes estejam seguros”.

As declarações do norte-americano ocorrem após o Líder Supremo do Irã, Aiatolá Ali Khamenei, ter criticado a fala anterior do republicano que se disse um apoiador da nação iraniana.

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Em publicação no X, o líder iraniano respondeu diretamente a Trump: “suas mãos estão manchadas com o sangue de mais de mil iranianos”, referindo-se à Guerra dos 12 dias, perpetrado por Israel com participação direta dos Estados Unidos, em junho de 2025.

Neste sábado (10/01), várias autoridades iranianas acusaram Washington de estar por trás da escalada da violência durante os protestos em várias cidades do país. Em paralelo, Reza Pahlavi, príncipe herdeiro radicado nos Estados Unidos e filho do falecido Xá do Irã, vem instando a população a ocupar as cidades do país, anunciando seu retorno após a queda do regime.