Terça-feira, 20 de janeiro de 2026
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O bloqueio de serviços de internet e telecomunicações decidido pelas autoridades do Irã desde quinta-feira (09/11), já dura mais de 84 horas, segundo a agência de monitoramento NetBlocks. Como parte da medida, a população iraniana está restrita ao acesso de redes sociais, aplicativos de mensagens e chamadas telefônicas

O país persa tem sido palco de protestos desde 29 de dezembro, quando manifestantes iniciaram suas marchas pacíficas contra a situação econômica – decorrente das sanções impostas pelo Ocidente. Desde os primeiros atos, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian reiterou determinação de resolver os problemas anunciados, dizendo que as manifestações se tratam de um direito do povo.

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No entanto, ao longo dos dias, diversas partes do Irã registraram atos de vandalismo e de violência, além de assassinatos, um cenário que resultou na morte de mais de 538 pessoas, entre manifestantes e policiais, conforme balanço da ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA).

O bloqueio a serviços de internet trata-se de uma medida do governo iraniano para conter o que, segundo o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, classificou, uma “guerra terrorista” articulada por países estrangeiros como os Estados Unidos e Israel, via agência de inteligência israelense Mossad. Segundo o chanceler, as manifestações começaram por razões originalmente econômicas, no entanto, grupos armados se infiltraram para atacar a infraestrutura iraniana, buscando aumentar artificialmente o número de vítimas e, assim, justificar uma intervenção externa sob pretextos humanitários.

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Segundo o pesquisador que estuda a internet do Irã, Alireza Manafi, à rede de rádio e televisão BBC, a única saída provável para que a população retome suas conexões seria por meio da internet via satélite Starlink. Ainda de acordo com o diretor de segurança da internet e direitos digitais da ONG Miaan Group, o apagão abrange todos os meios de comunicação, diferentemente do fenômeno registrado no país em ocasiões anteriores.

Por sua vez, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou neste domingo (11/01) que planeja uma conversa com o bilionário sul-africano, Elon Musk, com o intuito de restaurar o acesso à internet no Irã por meio do serviço de satélite Starlink, comercializado pela empresa SpaceX. A repórteres, o republicano afirmou a empresa do bilionário é “muito boa nesse tipo de coisa, ele tem uma empresa muito boa”.