Terça-feira, 6 de outubro de 2026
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A Arábia Saudita acusou os houthis de lançarem um drone em direção a Meca, na noite desta terça-feira (15/09), classificando a tentativa de ataque contra a cidade sagrada do Islã e seus peregrinos de “linha vermelha”.

Segundo Riad, o drone foi derrubado no sul da cidade, antes que alcançasse o espaço restrito de Meca. O governo saudita prometeu responder ao episódio.

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O grupo iemenita, por sua vez, negou a acusação, chamando-a de ‘mentira descarada’ e anunciou, nesta quarta-feira (16/09) novas operações contra o território saudita contra uma base aérea e instalações da petrolífera Saudi Aramco.

Dirigentes Houthis negaram o episódio à agência SABA. Mohammed al-Farah, afirmou que alegação saudita é “uma mentira descarada”; e Hazem al-Assad, “uma mentira requentada que já foi usada antes e que não engana mais ninguém”.

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Segundo o grupo, suas atuais operações têm como alvos instalações petrolíferas e bases militares sauditas. “Negamos categoricamente que haja qualquer ameaça do Iêmen dirigida à cidade de Meca ou a qualquer outro local sagrado”, reiterou uma fonte militar.

Meca
Arábia Saudita acusa Houthis de atacar Meca; grupo nega
Saudipics.com/ Wikimedia Commons

Ataques à petrolífera

Nesta quarta-feira (16/09), os Houthis afirmaram ter atacado instalações da Saudi Aramco em Yanbu, cidade portuária na costa do Mar Vermelho, e realizado uma ofensiva contra a Base Aérea Rei Khalid, em Kha.

Os Houthis sustentam que as operações são uma resposta aos 450 ataques aéreos sauditas contra o Iêmen nesta semana. O grupo também reivindica a derrubada de um caça F-15 da Força Aérea saudita que sobrevoava a província de Marib.

No território, os combates se intensificaram na região leste de al-Balaq, onde os houthis lançaram uma ofensiva contra posições governamentais, cujas tropas afirmam ter repelido o ataque.

Segundo o governo iemenita, o grupo tentou avançar em direção as montanhas de Kahboub que possuem vista para o Estreito de Bab al-Mandeb. Na região, o grupo já detém o controle da ilha de Mayyun e do distrito de Dhubab, ao sul da cidade de Moca, que foi tomada na semana passada.

Enquanto isso, ondas de deslocados continuam deixando as regiões atingidas pelos confrontos, em direção às províncias de Taiz e Lahj. Segundo as Nações Unidas, cerca de 125 mil pessoas já foram deslocadas no Iêmen desde o início de setembro, em meio à nova escalada dos combates, intensificados a partir do dia 3.

EUA e houthis

Em paralelo à escalada militar, autoridades dos Estados Unidos e representantes dos houthis mantiveram diálogo, em Omã, segundo a Reuters. O encontro não divulgado antes, ocorreu na Embaixada dos Estados Unidos, em Mascate.

Segundo as fontes ouvidas pela agência, representantes houthis afirmaram que não pretendem atacar embarcações comerciais, apenas, as que pertencem à Arábia Saudita. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, confirmou, na segunda-feira (14/09), que o governo norte-americano mantém contato direto com o grupo.

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