Sábado, 7 de fevereiro de 2026
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O governo do Azerbaijão declarou que “nunca permitirá” que seu território ou espaço aéreo sejam usados na realização de ataques contra o Irã, conforme um comunicado publicado pelo Ministério das Relações Exteriores do país na sexta-feira (30/01). A nota informou que o chanceler Jeyhun Bayramov teve uma conversa telefônica com seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, na quinta-feira (29/01).

“Em 29 de janeiro, Jeyhun Bayramov fez uma ligação telefônica com Abbas Araghchi. Foi enfatizado especialmente que a República do Azerbaijão nunca permitirá que qualquer país use seu espaço aéreo ou território para realizar operações militares contra o Irã ou qualquer outro país”, comunicou a chancelaria, acrescentando que a posição de Baku é “inabalável”. 

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A manifestação se deu no contexto das recentes ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que anunciou nesta semana o envio de uma “enorme frota naval” para as proximidades do Irã. O republicano alertou que se trata de uma força maior que a enviada ao mar do Caribe nos meses antecedentes ao sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, e que seria ainda mais violenta que a guerra de 12 dias, caso não houver um acordo sobre o programa nuclear iraniano.

O chanceler do Azerbaijão, Jeyhun Bayramov declarou que “nunca permitirá” que seu território ou espaço aéreo sejam usados na realização de ataques contra o Irã
Press Service of the President of the Republic of Azerbaijan

Segundo a chancelaria do Azerbaijão, durante a ligação, Bayramov afirmou que a recente escalada de tensões no Oriente Médio é motivo de preocupação, e que sua nação tem enfatizado consistentemente a necessidade de todas as partes se absterem de medidas que possam levar à instabilidade no Irã e em sua região ao redor. Destacou ainda a importância de resolver questões exclusivamente por meio do diálogo e da diplomacia, em conformidade com as regras e princípios do direito internacional.

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A recente posição do Azerbaijão se soma a outros países da região, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, que também se manifestaram contra o uso de seus territórios para um possível ataque contra o Irã. Por sua vez, as autoridades de Teerã reagiram às ameaças dos Estados Unidos e declararam que qualquer agressão desencadeará uma guerra, prometendo uma resposta contundente.

Além dos assuntos envolvendo uma ingerência norte-americana, durante a ligação, as partes também trocaram opiniões sobre questões bilaterais e regionais de interesse mútuo, de acordo com a pasta.

(*) Com TASS