Segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
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O enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, deverão se encontrar na sexta-feira (06/02) em Istambul, na Turquia, para discutir um possível acordo nuclear, de acordo com o site Axios nesta segunda-feira (02/02).

Esta será a primeira reunião presencial entre os altos funcionários norte-americano e iraniano após o fracasso das últimas negociações sobre o tema, ocorridas no ano passado, e a guerra dos 12 dias entre Irã e Israel, que contou com a participação de Washington, aliança do regime sionista, em junho. 

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De acordo o Axios, a cúpula é fruto dos esforços diplomáticos da Turquia, Egito e Catar nos últimos dias. Já segundo a agência Reuters, países da região, incluindo Egito, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Omã, poderão participar das negociações entre Teerã e Washington. 

Recentemente, o governo de Donald Trump reforçou sua presença militar no Golfo Pérsico, ameaçando se tratar de uma frota naval ainda “maior do que a usada contra a Venezuela” nos meses anteriores ao sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. O republicano falou em intervir militarmente o Irã caso a nação não retome as negociações com os Estados Unidos sobre a questão nuclear. “O próximo ataque será muito pior”, ameaçou.

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Ao mesmo tempo, as Forças Armadas do Irã estão em alerta máximo para uma possível ofensiva norte-americana. No domingo (01/02), o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, alertou os Estados Unidos sobre uma “guerra regional” em caso de ataque.

“Os norte-americanos devem saber que, se começarem uma guerra, desta vez será uma guerra regional”, afirmou Khamenei. “Não somos os iniciadores e não queremos atacar nenhum país, mas a nação iraniana desferirá um golpe duro contra qualquer um que nos ataque”.

O enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, deverão se encontrar na sexta-feira (06/02) em Istambul, na Turquia
Wikimedia Commons/Hamed Malekpour

Em discurso nesta segunda-feira, o chanceler Araghchi disse que o Irã está pronto para os meios diplomáticos, mas ressaltou que “a diplomacia é incompatível com pressão, intimidação e força”.

“Os inimigos do Irã, que não alcançaram seus objetivos agora se voltaram para a diplomacia”, disse o ministro, em referência à guerra dos 12 dias e à recente ingerência norte-americana nos protestos ocorridos no país persa. “Essas mesmas partes estão falando sobre diplomacia hoje, embora o Irã sempre tenha estado disposto a essa opção, desde que haja respeito mútuo e consideração de interesses”.

(*) Com Ansa