Sábado, 5 de setembro de 2026
Compartilhe:

O governo chinês respondeu nesta terça-feira (13/01) à ofensiva tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pretende impor tarifas de 25% a todos os países que mantenham relações comerciais com o Irã.

A medida foi anunciada pelo republicano nesta segunda-feira (12/01) e afeta diretamente a China, principal parceiro comercial do Irã, respondendo por cerca de 30% do comércio exterior iraniano e aproximadamente 90% de suas exportações de petróleo, seguida pela Rússia e Índia.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

E-mail

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.

Canal do WhatsApp O mundo em movimento direto no seu celular.
Siga
TV Opera Mundi Opinião, contexto e coragem jornalística.
Sintonize

Em Pequim, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, disse que a China rejeita o uso de tarifas como instrumento de pressão política e advertiu para os riscos de escalada comercial.

“A posição da China sobre a questão das tarifas é muito clara. Sempre acreditamos que não há vencedores em uma guerra tarifária. A China protegerá resolutamente seus direitos e interesses legítimos”, afirmou.

Cobertura especial Eleições 2026 Acompanhe

Já o porta-voz de Pequim em Washington, Liu Pengyu, postou uma mensagem no X, afirmando que a China “se opõe firmemente a quaisquer sanções unilaterais ilícitas e jurisdição de longo prazo”, reiterando que o país “tomará todas as medidas necessárias para salvaguardar seus direitos e interesses legítimos”.

China reage à ofensiva tarifária de Trump contra parceiros do Irã
Wilson Dias / Agência Brasil

Coerção e pressão

Na mensagem, o porta-voz afirma que “coerção e pressão não resolvem problemas” e que “o protecionismo prejudica os interesses de todas as partes”.

“A China se opõe à interferência nos assuntos internos de outros países, defende que a soberania e a segurança de todos os países devem ser totalmente protegidas pelo direito internacional e se opõe ao uso ou ameaça de força nas relações internacionais”, escreveu nas redes sociais.

Pequim também disse esperar que “o governo e o povo [iraniano] superem as dificuldades atuais e mantenham a estabilidade do país”, convocando “as partes a agirem de maneira favorável à paz e estabilidade no Oriente Médio”.

Mais lidas