Terça-feira, 3 de março de 2026
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo (15/02) que o Conselho da Paz destinará mais de US$ 5 bilhões para a reconstrução da Faixa de Gaza. Na próxima quinta-feira (19/02) ocorre, em Washington, a primeira reunião da entidade.

O valor é ínfimo frente às estimativas conjuntas das Nações Unidos, do Banco Mundial e da União Europeia (UE) que apontam um custo de, ao menos, US$ 70 bilhões, para a reconstrução da infraestrutura em Gaza que, ao longo de dois anos de bombardeiros israelenses, teve aproximadamente 80% de suas estruturas e moradias arruinadas.

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Em mensagem publicada na Truth Social, Trump afirmou que “o Conselho da Paz tem um potencial ilimitado” e que, na próxima quinta-feira (19/02), será anunciado “que os Estados-membros prometeram mais de US$ 5 bilhões para os esforços humanitários e de reconstrução de Gaza”.

Os países, segundo Trump, “comprometeram milhares de funcionários para a Força Internacional de Estabilização e a polícia local para manter a segurança e a paz para os habitantes de Gaza”. É o caso da Indonésia que anunciou sua disposição em mandar até 8 mil soldados não combatentes para Gaza.

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Ao concluir a mensagem, Trump disse ser “muito importante que o Hamas cumpra seu compromisso com a desmilitarização total e imediata”. Ele prometeu, ainda, que “o Conselho da Paz provará ser o órgão internacional mais importante da história”.

Ao todo, 18 países fazem parte do Conselho criado por Donald Trump, incluindo Israel e outros países da região, como Catar, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Turquia, Paquistão, Armênia e Azerbaijão.

Vários países convidados rejeitaram a proposta. Uma das principais críticas é o amplo poder concedido ao presidente da entidade, no caso, Donald Trump, que terá o direito de nomear ou destituir seus membros.  Outra crítica é a ausência no texto que constitui a entidade de qualquer referência explícita a Gaza e ao papel das Nações Unidas na região.

Também é criticada a absoluta falta de representantes palestinos na entidade, os principais interessados na questão. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, inclusive, condicionou o ingresso do Brasil à presença da representação palestina. “É muito estranho que você crie um conselho e não tenha um palestino na direção”, afirmou.