Terça-feira, 3 de março de 2026
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O porta-aviões norte-americano USS Gerald R. Ford e seus navios de escolta, atualmente posicionados no Caribe, serão enviados para o Oriente Médio, de acordo com quatro autoridades estadunidenses citadas pelo The New York Times.

A nova força se juntaria ao porta-aviões USS Abraham Lincoln, já presente na região, em meio a constantes ameaças de Washington sobre um possível ataque contra a nação persa.

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Segundo as autoridades, a tripulação do navio foi informada da decisão nesta quinta-feira (12/01) e não deverá retornar aos seus portos de origem antes do final de abril ou início de maio.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na terça-feira (10/02) que estava considerando enviar um segundo porta-aviões para reforçar a pressão militar caso as negociações com Teerã sobre seu programa nuclear fracassem. No entanto, nem ele nem a Marinha identificaram a embarcação.

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O contra-almirante Shahram Irani, comandante da Marinha da República Islâmica do Irã, refutou na quarta-feira (11/02) as alegações sobre um reforço da presença naval dos EUA na costa iraniana, em meio às tensões políticas entre as duas nações.

“Nenhum porta-aviões dos EUA entrou no Golfo Pérsico”, declarou o Irã, em resposta às declarações e ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o envio de navios de guerra norte-americanos para a região.

Não se espera que o USS Gerald R. Ford retorne antes do final de abril ou início de maio
U.S. Navy / Mass Communication Specialist 2nd Class Jackson Adkins / Wikimedia Commons

O maior navio de guerra dos EUA

O porta-aviões de propulsão nuclear USS Gerald R. Ford (CVN-78), nomeado em homenagem ao ex-presidente Gerald R. Ford, foi comissionado em 2017 com o objetivo de substituir gradualmente os porta-aviões da classe Nimitz da Marinha. O Serviço de Pesquisa do Congresso indica que sua construção custou aproximadamente US$ 13 bilhões.

O USS Ford é o maior navio de guerra já lançado pelos EUA, com um deslocamento de carga superior a 100.000 toneladas e um comprimento de 334 metros. Ele transporta uma tripulação de quase 4.600 pessoas, incluindo sua ala aérea.

Tensões no Golfo Pérsico

As tensões entre os EUA e o Irã aumentaram no início de janeiro, depois que o presidente Trump ameaçou uma intervenção militar, inicialmente citando protestos internos no Irã como motivo. Embora as manifestações tenham diminuído, Washington manteve a pressão, mudando o foco para os programas nucleares e de mísseis de Teerã.

Na última sexta-feira (06/02), ocorreu em Muscat, Omã, o primeiro dia de negociações indiretas entre os EUA e o Irã sobre a questão nuclear. Após a reunião, Trump afirmou que “o Irã parece muito interessado em chegar a um acordo”. Araghchi, por sua vez, também descreveu o clima como “positivo” e confirmou a disposição de manter os canais de comunicação abertos.

O presidente da República Islâmica, Masoud Pezeshkian, reiterou na quarta-feira, durante a celebração do 47º aniversário da Revolução Islâmica, que o Irã não busca possuir armas nucleares. “Já afirmamos repetidamente que não buscamos armas nucleares e que estamos dispostos a nos submeter à verificação dentro da estrutura do direito internacional”, afirmou.

Teerã reiterou diversas vezes sua prontidão para responder a qualquer “erro estratégico” dos EUA com golpes “pesados”. Além disso, advertiu que a interrupção completa do enriquecimento de urânio é “absolutamente inaceitável” para a nação persa.