Quarta-feira, 12 de agosto de 2026
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O Exército dos Estados Unidos declarou nesta terça-feira (28/07) ter realizado uma operação militar juntamente com as forças armadas da Arábia Saudita no Iraque, visando grupos militantes alinhados ao Irã. Segundo o Comando Central norte-americano (CENTCOM, na sigla em inglês), os alvos teriam supostamente tentado atacar instalações petrolíferas sauditas na Província Oriental. 

“O Comando Central dos EUA e as Forças Armadas da Arábia Saudita realizaram ataques de precisão no Iraque, em 28 de julho, contra terroristas alinhados ao Irã. O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica os ordenou atacar as forças dos EUA e a infraestrutura energética saudita”, alegou o CENTCOM, em comunicado.

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O órgão norte-americano acrescentou que foram utilizadas aeronaves de combate nacionais e sauditas contra “diversos locais de logística e armamentos terroristas no leste do Iraque”, em suposta resposta “a mais de 30 ataques aéreos com drones dirigidos pela IRGC nas últimas 72 horas”.

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Posteriormente, as Forças de Mobilização Popular (PMF, na sigla em inglês) do Iraque confirmaram que suas sedes em todo o país foram alvo da ofensiva conjunta, causando baixas e danos às suas instalações. De acordo com as PMF, oito membros foram mortos em Nínive, no norte do país. A força paramilitar ainda classificou os ataques como uma “escalada altamente perigosa” e uma violação da soberania iraquiana. Ao todo, 20 combatentes foram mortos e 32 ficaram feridos.

O Ministério da Defesa da Arábia Saudita confirmou a sua participação na ofensiva, mencionando o “direito inerente de se defender”. O porta-voz Turki al-Maliki mencionou duas declarações feitas anteriormente, nas quais a pasta afirmou que as defesas aéreas sauditas haviam interceptado drones que visavam instalações petrolíferas nas regiões da Província Oriental e de Riade. Segundo ele, as ofensivas foram lançadas a partir do território iraquiano por milícias apoiadas pelo Irã.

Desta forma, alertou que a Arábia Saudita “não busca escalada”, mas alertou que “responderá a qualquer agressão a que seja submetida”. O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita também condenou o lançamento de ataques por parte do que chamou de “milícias” e afirmou que a sua resposta foi conduzida com base no direito à “legítima defesa garantido pelo direito internacional”.

Um oficial militar do Irã negou veementemente à emissora estatal IRIB que Teerã tenha “qualquer ligação com projéteis disparados de outros países contra alvos” na Arábia Saudita. De acordo com o funcionário, “atribuir qualquer ação contra interesses dos EUA na região à República Islâmica do Irã é um grande erro de cálculo e decorre da falta de conhecimento sobre a situação da região”.

Os ataques conjuntos entre Estados Unidos e Arábia Saudita também ocorreram após o Exército norte-americano acusar o Irã de atacar suas forças em uma base aérea na Jordânia. Neste caso, a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês), reivindicou os ataques, detalhando que a operação contou com uso de mísseis balísticos a um centro de Comando Central na Dânia.

“Enquanto as ameaças contra a República Islâmica do Irã continuarem e as ações ilegais e cruéis das forças norte-americanas contra nossos interesses continuarem, a resistência continuará”, disse o IRGC, em um comunicado divulgado pela IRIB. “Ameaças de autoridades norte-americanas e intervenções ilegais contra nossos interesses devem cessar”.