Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Ao menos cinco membros do grupo Estado Islâmico (EI) morreram em ataques norte-americanos no centro da Síria na noite de sexta-feira (19/12). A informação foi divulgada neste sábado (20/12) pela ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Segundo a OSDH, os ataques norte-americanos visaram posições do grupo EI nas regiões de Homs, Raqa e Deir Ezzor. O chefe de uma equipe jihadista encarregada de drones na região teria sido eliminado.

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O Pentágono confirmou que as forças norte-americanas atingiram mais de 70 alvos em várias localidades sírias com aviões de combate, helicópteros de ataque e artilharia. A ofensiva ocorre uma semana após um ataque que matou um intérprete e dois soldados norte-americanos em Palmira, no centro do país.

“A operação utilizou mais de 100 munições de precisão contra infraestruturas e depósitos conhecidos de armamentos do grupo Estado Islâmico”, afirmou o Comando Central de Estados Unidos (Centcom) em comunicado. A nota reitera que, desde o ataque em Palmira, forças norte-americanas e aliadas “realizaram dez operações na Síria e no Iraque que resultaram na morte ou detenção de 23 efetivos terroristas”, sem especificar a que grupos pertenciam.

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Em sua rede social Truth Social, o presidente norte-americano, Donald Trump, descreveu a ofensiva como uma “represália muito dura” às mortes dos três cidadãos. Os Estados Unidos atribuíram a agressão ao grupo Estado Islâmico, que não o reivindicou.

Por meio de um comunicado, a Jordânia confirmou ter participado da ofensiva. Em nota, o exército jordaniano afirmou que a operação teve o objetivo de impedir que organizações extremistas usem o sul da Síria como base para lançar ataques que ameacem a segurança dos países vizinhos e de toda a região.

Situação do governo sírio

Apesar de o grupo EI ser responsabilizado, o ataque que matou os cidadãos norte-americanos foi realizado por um integrante das forças de segurança da Síria, deixando o novo governo em situação delicada. Desde a queda de Bashar al-Assad, Damasco tenta se aproximar dos Estados Unidos e participa da coalizão internacional contra o jihadismo.

Essa foi a primeira vez que uma agressão desse tipo foi registrada desde que o presidente interino, Ahmed al-Sharaa, assumiu o poder. As autoridades locais alegam que o autor do ataque estava prestes a ser demitido por defender ideias islamistas extremistas.

Após dissolver as estruturas militares e de segurança do antigo regime, al-Sharaa incorporou à nova força armada grupos aliados, incluindo ex-jihadistas estrangeiros. No entanto, o novo governo reiterou seu compromisso de combater o grupo EI e impedir que ele volte a atuar no país, segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Síria publicado no X.

Avião KC‑135 participa da operação militar norte-americana na Síria
US Air Force

Presença militar norte-americana na Síria

O grupo Estado Islâmico controlava a região de Palmira antes de ser derrotado por uma coalizão internacional em 2019. Apesar desse revés, combatentes remanescentes continuam realizando ataques esporádicos no deserto sírio.

As forças norte-americanas permanecem principalmente em áreas controladas pelos curdos no norte da Síria e na base de Al‑Tanf, perto da fronteira com a Jordânia. O retorno de Donald Trump ao poder reacende o debate sobre a continuidade ou o reforço da presença militar norte-americana no país.

O Pentágono havia anunciado em abril que reduziria pela metade o contingente na Síria, embora o número total atual de soldados não seja oficialmente divulgado.