EUA ordenam que navios fiquem 'mais longe possível’ das águas iranianas
Pedido foi emitido após lanchas da Guarda Revolucionária do país abordarem petroleiro norte-americano na costa de Omã na semana passada
A Administração Marítima dos Estados Unidos (Marad) emitiu um alerta aos comandantes de embarcações comerciais de bandeira norte-americana para que eles “permaneçam o mais longe possível do mar territorial do Irã” durante a passagem entre o Golfo de Omã e o Estreito de Ormuz.
Segundo o comunicado, divulgado no site da Marad, as embarcações devem manter a maior distância possível do litoral iraniano, desde que isso não coloque em risco a segurança da navegação. Para a embarcações que seguem rumo leste pelo estreito, “recomenda-se que as embarcações transitem próximas ao mar territorial de Omã”.
A nota estabelece um protocolo detalhado para eventuais contatos por rádio ou tentativas de inspeção pelas forças iranianas, recomendando que não haja reação armada se a abordagem ocorrer. Nestes casos, o comandante da embarcação deverá “negar a permissão de abordagem, observando que a embarcação está navegando em conformidade com o direito internacional, conforme refletido na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.”
A tripulação “não deverá resistir à abordagem”, diz o texto, salientando que a “abstenção de resistência não implica consentimento ou concordância com a abordagem”.

Estreito de Ormuz entre o Irã (costa norte) e Omã
Jacques Descloitres / NASA/GSFC
Incidente
O aviso ocorre após um incidente relatado no último dia 3 de fevereiro, às vésperas das negociações entre Estados Unidos e Irã, iniciadas na última sexta-feira (06/02).
Um petroleiro de bandeira americana, o navio Stena Imperative, foi cercado por duas lanchas da Guarda Revolucionária Iraniana, acompanhadas de drone Mohajer. A embarcação estava a cerca de 16 milhas náuticas ao norte da costa de Omã.
Pelo rádio, os militares iranianos ordenaram que o comandante reduzisse a marcha e se preparasse para receber equipes a bordo. O capitão da embarcação, no entanto, aumentou a velocidade, dizendo que não havia entrado nas águas iranianas.
Pouco depois, as forças dos Estados Unidos passaram a acompanhar a embarcação. O navio seguiu viagem para o porto de Sitrah, no Bahrein.
























