Sábado, 7 de fevereiro de 2026
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Uma explosão atingiu a cidade portuária de Bandar Abbas, no sul do Irã, banhada pelo Golfo Pérsico, neste sábado (31/01), informou a televisão estatal. Equipes de resgate e bombeiros estão no local, e a causa está sendo investigada. O Irã alertou os Estados Unidos e Israel contra qualquer ataque, afirmando que suas Forças Armadas estão em “alerta máximo”.

Um vazamento de gás é considerado a causa mais provável da explosão ocorrida em um prédio no porto de Bandar Abbas, no sul do Irã, informou, na tarde de sábado, o chefe dos bombeiros local à agência de notícias Mehr.

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A agência de notícias oficial IRNA confirmou que várias pessoas ficaram feridas e foram levadas para o hospital. Não houve relatos de mortes até o momento.

A explosão destruiu dois andares de um prédio de oito andares, além de vários veículos e lojas. Uma investigação foi aberta para determinar a causa da explosão, informou à IRNA Mehrdad Hassanzadeh, diretor-geral de gerenciamento de crises da província de Hormozgan, cuja capital é Bandar Abbas.

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Outros veículos de comunicação iranianos também noticiaram a explosão, mas não forneceram detalhes sobre sua origem. Imagens que circulam nas redes sociais mostram que parte da fachada do prédio foi arrancada. 

A explosão ocorre em meio a tensões crescentes, já que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou as ameaças de ataques contra o Irã e mobilizou uma frota de navios no Golfo Pérsico.

A agência de notícias Tasnim desmentiu uma informação que circulava nas redes sociais segundo a qual um comandante da Marinha da Guarda Revolucionária havia sido alvo de um ataque. Segundo a agência, a notícia é  “completamente falsa”.

Vista de satélite do porto de Bandar Abbas, no Irã, onde estão ancorados muitos navios de guerra da marinha iraniana
Print de tela/Black Sky

Forças Armadas em “alerta máximo”

Após o envio de tropas americanas para o Golfo Pérsico, o Irã alertou os Estados Unidos e Israel neste sábado contra qualquer ataque, afirmando que suas Forças Armadas estão em “alerta máximo”.

Teerã alertou para uma resposta imediata em caso de ataque, observando que “numerosas” bases norte-americanas na região estão ao alcance dos mísseis iranianos. O país também ameaçou bloquear o Estreito de Ormuz, um ponto de trânsito fundamental para o fornecimento global de energia. 

Desde a onda de protestos no Irã no início de janeiro, Donald Trump tem ameaçado atacar o país. O presidente norte-americano pressiona a República Islâmica a aceitar um acordo nuclear.

Na sexta-feira (30/01), Washington declarou que espera por um acordo, sem especificar um prazo. Em Teerã, o tom permanece desafiador.

“Se o inimigo cometer um erro, sem dúvida colocará em risco sua própria segurança, a da região e a do regime sionista”, alertou Amir Hatami, chefe do Exército iraniano.

“O conhecimento e a tecnologia nuclear da República Islâmica do Irã não podem ser eliminados, mesmo que cientistas e cidadãos do país sejam martirizados”, acrescentou, referindo-se aos bombardeios que alvejaram instalações nucleares e cientistas iranianos durante a guerra de 12 dias, iniciada por Israel, em junho.

Esta semana, Donald Trump ameaçou o Irã com um ataque “muito pior” do que os realizados contra as instalações nucleares do país, quando Washington se juntou a Israel. As potências ocidentais suspeitavam que Teerã buscava adquirir armas nucleares.

Os países do Golfo estão pedindo moderação, assim como a vizinha Turquia. O ministro das Relações Exteriores turco, Hakan Fidan, se reuniu com seu homólogo iraniano, Abbas Araghchi, na sexta-feira. Ele considerou a retomada das negociações nucleares “vital” para aliviar as tensões regionais.

Na quinta-feira (29/01), os ministros das Relações Exteriores da União Europeia concordaram em designar os Guardiões da Revolução (IRGC) do Irã como uma “organização terrorista”, em resposta à repressão brutal das manifestações contra o governo iraniano. Enquanto isso, os iranianos continuam a chegar à Turquia pela fronteira de Razi-Kapiköy, no nordeste do país.