Explosão em mesquita deixa ao menos oito mortos na Síria
Liga Árabe, Iraque, Arábia Saudita, Catar e Turquia repudiam atentado em Homs e expressam apoio aos esforços de Damasco por segurança e estabilidade
Pelo menos oito pessoas morreram e mais de 18 ficaram feridas após uma explosão, causada por dispositivos plantados dentro da mesquita segundo investigações iniciais, atingir nesta sexta-feira (26/12) a Mesquita Imam Ali bin Abi Talib, no bairro de Wadi al-Dahab, em Homs, na Síria, de acordo com autoridades locais e a Agência de Notícias Árabe Síria (SANA).
Autoridades do Ministério da Saúde da Síria informaram que as vítimas foram levadas para o Hospital Karam al-Louz, em Homs. Em seguida, o porta-voz do Ministério do Interior, Nour al-Din al-Baba, afirmou em entrevista à emissora síria Al-Ikhbariya que o atentado foi uma “tentativa frustrada de minar a unidade nacional e a estabilidade recuperada da Síria”, e ressaltou que esse crime não ficará impune. Também acrescentou que as forças de segurança isolaram a área e estão investigando o ocorrido.
A explosão, causada por dispositivos explosivos plantados dentro da mesquita, ocorreu em um canto do salão principal de orações, deixando uma pequena cratera na parede e chamuscando a área ao redor, com tapetes de oração rasgados e espalhados em meio a destroços, além de livros e fragmentos espalhados pelo chão.
O Ministério das Relações Exteriores da Síria também condenou veementemente a explosão. Em comunicado, declarou que o ato covarde é um ataque flagrante aos valores humanos e morais, refletindo as tentativas desesperadas de desestabilizar a Síria e minar a resiliência do povo sírio.
O Ministério expressou as suas mais profundas condolências e sincera solidariedade às famílias das vítimas, desejou uma rápida recuperação aos feridos e manifestou total solidariedade ao povo sírio nesta dolorosa tragédia.

Explosão em mesquita em Homs, na Síria, deixa pelo menos oito mortos
Reprodução / x
Condenações ao ataque
O secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul Gheit, condenou veementemente o atentado. Ele expressou suas mais sinceras condolências e solidariedade às famílias das vítimas e desejou uma rápida recuperação aos feridos.
O porta-voz do secretário-geral, Jamal Rushdi, alertou, em comunicado, contra as tentativas de desestabilizar a segurança e a estabilidade da Síria por meio da semeadura da discórdia e da disseminação do caos. Ele enfatizou a importância de intensificar os esforços para superar os desafios atuais de forma a preservar a unidade e a soberania da Síria.
O Ministério das Relações Exteriores do Iraque reafirmou sua rejeição e condenação categóricas a todas as formas de violência e extremismo, independentemente de seus motivos ou origens, que visam civis e locais de culto, e buscam desestabilizar a segurança e a estabilidade e semear a discórdia nas sociedades.
A Liga Mundial Muçulmana também condenou a agressão. “Denunciamos este crime, cujos perpetradores se despojaram de todos os valores da religião e da humanidade, não demonstrando qualquer respeito pela santidade da vida humana ou pelos locais de culto”, declarou o Secretário-Geral e Presidente do Conselho de Estudiosos Muçulmanos , Mohammed bin Abdul Karim al-Issa.
O Ministério das Relações Exteriores do Catar denunciou, em comunicado publicado em seu site oficial, o ataque e reiterou a firme posição do país de rejeição à violência e a atos criminosos, independentemente de motivos ou causas. O ministério também enfatizou sua rejeição categórica a ataques contra locais de culto.
O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita declarou em comunicado: “Reafirmamos nossa rejeição categórica ao extremismo, aos ataques contra mesquitas e locais de culto e à intimidação de civis”. O ministério expressou solidariedade saudita à Síria neste trágico incidente e reiterou seu apoio aos esforços do governo sírio para garantir a segurança e a estabilidade.
O Ministério das Relações Exteriores da Turquia declarou em comunicado: “Condenamos o hediondo ataque em Homs e expressamos nossas sinceras condolências ao governo e ao povo sírio”. O comunicado enfatizou o compromisso da Turquia em apoiar a Síria, que continua a fortalecer sua estabilidade, segurança e unidade, apesar das provocações em curso.
O presidente libanês, Joseph Aoun, condenou veementemente o atentado. “Estendo minhas mais sinceras condolências e profunda solidariedade ao meu irmão, o presidente Ahmed al-Sharaa, ao amado povo sírio e, em particular, às vítimas deste crime hediondo, às suas famílias e aos seus líderes espirituais”, disse ele.























