Terça-feira, 13 de janeiro de 2026
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Pelo menos oito pessoas morreram e mais de 18 ficaram feridas após uma explosão, causada por dispositivos plantados dentro da mesquita segundo investigações iniciais, atingir nesta sexta-feira (26/12) a Mesquita Imam Ali bin Abi Talib, no bairro de Wadi al-Dahab, em Homs, na Síria, de acordo com autoridades locais e a Agência de Notícias Árabe Síria (SANA).

Autoridades do Ministério da Saúde da Síria informaram que as vítimas foram levadas para o Hospital Karam al-Louz, em Homs. Em seguida, o porta-voz do Ministério do Interior, Nour al-Din al-Baba, afirmou em entrevista à emissora síria Al-Ikhbariya que o atentado foi uma “tentativa frustrada de minar a unidade nacional e a estabilidade recuperada da Síria”, e ressaltou que esse crime não ficará impune. Também acrescentou que as forças de segurança isolaram a área e estão investigando o ocorrido.

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A explosão, causada por dispositivos explosivos plantados dentro da mesquita, ocorreu em um canto do salão principal de orações, deixando uma pequena cratera na parede e chamuscando a área ao redor, com tapetes de oração rasgados e espalhados em meio a destroços, além de livros e fragmentos espalhados pelo chão.

O Ministério das Relações Exteriores da Síria também condenou veementemente a explosão. Em comunicado, declarou que o ato covarde é um ataque flagrante aos valores humanos e morais, refletindo as tentativas desesperadas de desestabilizar a Síria e minar a resiliência do povo sírio.

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O Ministério expressou as suas mais profundas condolências e sincera solidariedade às famílias das vítimas, desejou uma rápida recuperação aos feridos e manifestou total solidariedade ao povo sírio nesta dolorosa tragédia.

Explosão em mesquita em Homs, na Síria, deixa pelo menos oito mortos

Explosão em mesquita em Homs, na Síria, deixa pelo menos oito mortos
Reprodução / x

Condenações ao ataque

O secretário-geral da Liga Árabe, Ahmed Aboul Gheit, condenou veementemente o atentado. Ele expressou suas mais sinceras condolências e solidariedade às famílias das vítimas e desejou uma rápida recuperação aos feridos.

O porta-voz do secretário-geral, Jamal Rushdi, alertou, em comunicado, contra as tentativas de desestabilizar a segurança e a estabilidade da Síria por meio da semeadura da discórdia e da disseminação do caos. Ele enfatizou a importância de intensificar os esforços para superar os desafios atuais de forma a preservar a unidade e a soberania da Síria.

O Ministério das Relações Exteriores do Iraque reafirmou sua rejeição e condenação categóricas a todas as formas de violência e extremismo, independentemente de seus motivos ou origens, que visam civis e locais de culto, e buscam desestabilizar a segurança e a estabilidade e semear a discórdia nas sociedades.

A Liga Mundial Muçulmana também condenou a agressão. “Denunciamos este crime, cujos perpetradores se despojaram de todos os valores da religião e da humanidade, não demonstrando qualquer respeito pela santidade da vida humana ou pelos locais de culto”, declarou o Secretário-Geral e Presidente do Conselho de Estudiosos Muçulmanos , Mohammed bin Abdul Karim al-Issa.

O Ministério das Relações Exteriores do Catar denunciou, em comunicado publicado em seu site oficial, o ataque e reiterou a firme posição do país de rejeição à violência e a atos criminosos, independentemente de motivos ou causas. O ministério também enfatizou sua rejeição categórica a ataques contra locais de culto.

O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita declarou em comunicado: “Reafirmamos nossa rejeição categórica ao extremismo, aos ataques contra mesquitas e locais de culto e à intimidação de civis”. O ministério expressou solidariedade saudita à Síria neste trágico incidente e reiterou seu apoio aos esforços do governo sírio para garantir a segurança e a estabilidade.

O Ministério das Relações Exteriores da Turquia declarou em comunicado: “Condenamos o hediondo ataque em Homs e expressamos nossas sinceras condolências ao governo e ao povo sírio”. O comunicado enfatizou o compromisso da Turquia em apoiar a Síria, que continua a fortalecer sua estabilidade, segurança e unidade, apesar das provocações em curso.

O presidente libanês, Joseph Aoun, condenou veementemente o atentado. “Estendo minhas mais sinceras condolências e profunda solidariedade ao meu irmão, o presidente Ahmed al-Sharaa, ao amado povo sírio e, em particular, às vítimas deste crime hediondo, às suas famílias e aos seus líderes espirituais”, disse ele.