Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
Compartilhe:

Extremistas sírios incendiaram o túmulo do antigo mandatário Hafez al-Assad, pai de Bashar al-Assad, nesta quarta-feira (11/12), segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, uma ONG sediada no Reino Unido.

Imagens divulgadas pela agência de notícias AFP mostram homens em uniforme andando pelo mausoléu destruído e em chamas na cidade de Qardaha, na região alauita de Lataquia, de onde vem a família Assad, na Síria.

E-mail

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.

Canal do WhatsApp O mundo em movimento direto no seu celular.
Siga
TV Opera Mundi Opinião, contexto e coragem jornalística.
Sintonize

Segundo o Observatório, a ação ocorreu depois de líderes do Comando de Operações Militares terem se reunido com “figuras proeminentes de Qardaha”, incluindo xeques tribais da minoria alauita – um ramo do islã xiita ao qual pertence a família Assad – “para obter o seu apoio e restaurar a segurança na região”.

Comando de Operações Militares é o nome da coalizão de facções insurgentes que realizou a ofensiva que tomou Damasco no domingo passado e derrubou o regime de cinco décadas da família Assad.

Cobertura especial Veja os resultados do 1° turno das Eleições Acompanhe

Hafez al-Assad governou a Síria durante três décadas, entre 1970 e 2000. No poder, se notabilizou por construir um vasto aparelho de repressão e por aproximar seu país do Irã nos anos 1980.

Em 1982, Hafez ordenou que seu irmão, Rifaat al-Assad sufocasse uma revolta na cidade central de Hama. A repressão deixou entre 20 mil e 40 mil mortos.

No mausoléu destruído também estão sepultados outros membros da família Assad, como o filho primogênito Bassel, que morreu aos 32 anos num acidente de carro, em 1994, e era à época vinha sendo preparado como sucessor do pai.

Após a morte de Bassel, Hafez se tornou o favorito do pai para sucedê-lo.

extremistas sírios colocam fogo no mausoléu do Hafez al-Assad
Aaref Watad/AFP
Chamas ardem dentro do mausoléu da família Assad na região de Lataquia, na Síria

Mais lidas