EUA: Forças Armadas dizem a Trump que estão prontas para ataque contra Irã
Segundo imprensa norte-americana, informação foi dada durante reunião na Casa Branca; presidente não tomou nenhuma decisão neste sentido
Altos funcionários da Segurança Nacional dos Estados Unidos afirmaram que as Forças Armadas do país estão prontas para possíveis ataques contra o território iraniano, já neste fim de semana. As informações foram dadas por veículos norte-americanos, como CBS News, Reuters e New York Times, com base em relatos anônimos sobre uma reunião na Sala de Situação da Casa Branca, ocorrida nesta quarta-feira (18/02).
Todas as reportagens, no entanto, salientam que o presidente norte-americano, Donald Trump, apesar das reiteradas ameaças contra o Irã, não tomou nenhuma decisão formal no sentido de um ataque.
A CBS News passou o cronograma de uma possível agressão, ao afirmar que “altos funcionários de segurança nacional disseram ao presidente Trump que as Forças Armadas estão prontas para possíveis ataques já neste sábado”. Fontes ouvidas pelo veículo, no entanto, apontam que o prazo provavelmente se estenderá para além deste fim de semana.
O New York Times também informou sobre a reunião, descrevendo a intensa presença militar norte-americana no Oriente Médio e apontando que “preparativos significativos” estariam em curso em Israel, para uma possível operação conjunta com os Estados Unidos. A informação foi dada com base no relato anônimo de dois oficiais israelenses e o jornal também destacou que nenhuma decisão foi tomada por Trump.
Neste momento, um grupo de porta-aviões USS Abraham Lincoln e sua flotilha de navios de guerra encontram-se na região do Oriente Médio, e um segundo grupo de porta-aviões, o USS Gerald Ford se encontrava, até esta quarta-feira (18/02), na costa da África Ocidental.
Já a Reuters citou a informação de um alto funcionário norte-americano de que os assessores de Segurança Nacional teriam sido informados de que todas as forças enviadas à região deveriam estar preparadas até meados de março. “Estamos aguardando a resposta dos iranianos”, disse a fonte à agência, referindo-se às negociações, em Genebra, entre Estados Unidos e Irã.

Forças Armadas dos EUA dizem a Trump que estão prontas para ataque no Irã
Daniel Torok / Casa Branca Flickr
Na sequência do encontro, ocorrido na terça-feira (17/02), o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, salientou que houve “avanços positivos” nas negociações em comparação com a última rodada em Omã. “As duas partes trabalharão nos documentos para um possível acordo e os trocarão. Isso não significa que chegaremos a um acordo em breve, mas o caminho já começou”, disse.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o Irã “faria muito bem em fazer um acordo com o presidente Trump”, acrescentando que, embora tenha havido “um pouco de progresso” em Genebra, as partes ainda estão distantes em pontos-chaves.
Alertas
Segundo a RTP Notícias, a Base das Lajes, nos Açores, registrou nesta quarta-feira, um maior movimento de aeronaves militares norte-americanas, com 11 aparelhos reabastecedores, 12 caças F-16 e um cargueiro militar. Segundo o veículo, trata-se de uma movimentação semelhante às registradas no ataque ao Irã, em junho do ano passado, durante a chamada Guerra dos 12 Dias.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos esclareceu ao veículo que o Comando Europeu norte-americano recebe regularmente aeronaves e pessoal militar em trânsito, acrescentando que não pode divulgar mais detalhes, por razões de segurança.
Outro alerta foi dado pelo primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk. Em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (18/02), ele pediu aos cidadãos poloneses para que deixem imediatamente o Irã e evitem qualquer viagem ao país, diante do que classificou como uma perspectiva “muito, muito real” de conflito armado na região.
“Por favor, leve isso a sério. Já tivemos experiências ruins no passado com pessoas ignorando esses avisos”, declarou Tusk, acrescentando que o conflito poderia explodir em “poucas, uma dúzia ou várias dezenas de horas”; e advertindo os poloneses que caso haja uma escalada militar, “a evacuação pode não ser mais uma opção”.
























