Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
APOIE
Menu

O governo iraniano denunciou perante a ONU as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, a quem acusa de incitar a violência no país e de ameaçar as autoridades com intervenção militar.

Em carta dirigida ao Secretário-Geral da ONU, António Guterres, e ao atual Presidente do Conselho de Segurança, Abukar Dahir Osman, a missão permanente do Irã junto à ONU concentra-se nas declarações feitas por Trump na terça-feira (13/01), nas quais ele pediu aos manifestantes iranianos que continuassem protestando, que assumissem o controle de suas instituições e garantiu-lhes que “a ajuda está a caminho”.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

“Esta declaração imprudente encoraja explicitamente a desestabilização política, incita e convida à violência e ameaça a soberania, a integridade territorial e a segurança nacional da República Islâmica do Irã”, afirma o documento.

O texto descreve o ocorrido como uma ” violação flagrante dos princípios fundamentais do direito internacional consagrados na Carta das Nações Unidas, em particular a proibição da ameaça ou do uso da força” e “o princípio da não intervenção nos assuntos internos dos Estados”.

Mais lidas

O Irã destaca que essa “retórica intervencionista” faz parte de uma tendência contínua e crescente, “com o objetivo de desestabilizar a política“, promovida pelo presidente dos EUA e registrada nas últimas semanas.

“Criando um pretexto para intervenção militar”: Teerã acusa Washington e Tel Aviv

Ao mesmo tempo, enfatiza-se que as declarações de Trump devem ser consideradas num contexto mais amplo, que inclui a “guerra fracassada de 12 dias” contra o Irã em junho passado, e como parte integrante de uma “política mais abrangente voltada para a mudança de regime”.

Essa política, especifica-se, é aplicada por meio da chamada campanha de “pressão máxima”, da intensificação de sanções unilaterais, da desestabilização social e econômica deliberada, da disseminação sistemática da insegurança e da incitação dos jovens a confrontar o governo iraniano.

Portanto, Teerã responsabiliza diretamente Washington e o regime israelense pela perda de vidas civis inocentes, particularmente entre os jovens, que ocorreu como resultado dessa política.

Dito isto, o Irã insta o Secretário-Geral e o Conselho de Segurança a condenarem “inequivocamente” a incitação à violência por parte de Washington, as ameaças de uso da força e a interferência nos assuntos internos do Irã, e a instarem os EUA e Israel a “pôrem fim imediatamente às suas políticas e práticas desestabilizadoras”.

Em um comentário sobre essa carta, publicado no X, a missão iraniana destaca que a política dos EUA em relação ao Irã se baseia no objetivo de derrubar seu governo, com “sanções, ameaças, tumultos e caos orquestrado” como “um modus operandi para fabricar um pretexto para intervenção militar”.

“Esse plano já falhou antes. O povo iraniano defenderá seu país e, sem dúvida, [essa tática] falhará novamente”, afirmou ele.