Quarta-feira, 7 de outubro de 2026
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As forças israelenses lançaram uma série de ataques no sul e leste do Líbano, visando o grupo libanês Hezbollah, causando a morte de civis e um padre na vila de Qlayaa. Em resposta à agressão, às 01h15 (horário local) desta terça-feira (10/03), os combatentes da Resistência Islâmica alvejaram com projéteis de artilharia uma concentração de soldados inimigos na área de Khanouq, na vila de Aitaroun.

Dois ataques aéreos israelenses atingiram nesta terça-feira (10/03) a cidade de Tiro, no sul do Líbano, conhecida em árabe como Sour. Isso ocorreu pouco depois de o exército israelense ter emitido um comunicado ameaçando atacar Tiro e Sidon, conhecida como Saida, e instando os moradores a “evacuar imediatamente e se afastar pelo menos 300 metros [cerca de 1.000 pés]”.

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A Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA) informou nesta terça que aviões de guerra israelenses lançaram ataques durante a noite contra as cidades de Almajadel, Chaqra, Srifa e no Vale do Bekaa, além de atingirem áreas perto da cidade de Ansariya e nos arredores de Bint Jbeil e Ainatha. Segundo a agência, quatro pessoas foram mortas no distrito de Bint Jbeil.

A Al Jazeera Arabic também noticiou outros ataques israelenses nas cidades de Majdal, no distrito de Tiro, e Kafr Sasir, no distrito de Nabatieh, no sul do Líbano.

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Por sua vez, o jornal libanês L’Orient-Le Jour declarou que um padre católico maronita, Pierre al-Rahi, foi morto por disparos de um tanque israelense na vila de Qlayaa, no sul do Líbano. O atentado aconteceu após as forças de Tel Aviv dispararem pela segunda vez contra a casa de um casal local, depois que várias pessoas correram para tentar ajudar.

“Escapamos por pouco de um massacre, porque éramos muitos”, disse Hanna Daher, chefe do conselho da aldeia de Qlayaa, segundo o jornal L’Orient-Le Jour. “Apesar disso, várias pessoas ficaram feridas, incluindo o padre Pierre el-Rahi, que não resistiu aos ferimentos.”

Um dia antes de ser morto, al-Rahi falou ao canal de televisão France24 nos degraus de sua igreja em Qlayaa, dizendo que ficaria para defender a aldeia pacificamente. “Somos obrigados a ficar apesar do perigo, quando defendemos nossa terra, e fazemos isso pacificamente”, disse al-Rahi ao veículo francês. “Nenhum de nós carrega armas. Todos nós carregamos paz, bondade e amor”, acrescentou.

Em paralelo, a Resistência Islâmica libanesa continuou os ataques às tropas e ao território israelense em retaliação. O Hezbollah atacou uma posição de artilharia nas proximidades do sítio de Al-Abbad e um grupo de soldados do Exército de Israel no sítio de Al-Malikiyah, em frente à cidade de Aitaroun.

O partido indicou que uma força israelense foi avistada tentando se infiltrar em direção à cidade fronteiriça de Houla, sendo alvejada por mísseis disparados da base de Al-Abbad e de seus arredores. Os mujahidin do grupo também lançaram foguetes em uma concentração de forças do exército inimigo nas Colinas de Kahil, nos arredores da cidade fronteiriça de Maroun al-Ras.

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