Terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
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O Hezbollah realizou um grande comício em Beirute nesta terça-feira (27/01) em apoio ao governo iraniano, em meio a temores de um possível ataque dos EUA após a chegada de um grupo naval estadunidense ao Oriente Médio. No evento, o secretário-geral do movimento, Hassan Nasrallah, alertou que o grupo de resistência não permaneceria em silêncio diante de novas agressões.

Na segunda-feira (26/01), em uma cerimônia de solidariedade, o vice-secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou categoricamente que a “neutralidade não é uma opção em caso de guerra contra o Irã” e alertou que um conflito agora poderia incendiar toda a região.

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Segundo a agência de notícias libanesa NNA, Qassem enfatizou que o Hezbollah considera qualquer ameaça ao Líder Supremo do Irã, o Imã Ali Khamenei, como uma ameaça direta a si próprio. “Quando Trump ou qualquer outra pessoa ameaça matar o Líder, está ameaçando milhões… O silêncio não é uma opção”, disse ele, acrescentando: “Temos plena autoridade para fazer o que julgarmos apropriado”.

Qassem também revelou que mediadores, nos últimos dois meses, tentaram obter um compromisso de não-intervenção do Hezbollah em uma eventual guerra. Ele rejeitou a ideia, afirmando que o grupo é um alvo em potencial em qualquer agressão e prometeu defesa ativa. “O silêncio não é uma opção”, reafirmou.

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Em paralelo, a Alsumaria News TV informou que o secretário-geral do Kataib Hezbollah – grupo paramilitar xiita iraquiano que faz parte das Forças de Mobilização Popular (FMP) do Iraque –, Abu Hussein al-Humaidawi, emitiu uma declaração no domingo (25/01) conclamando combatentes da resistência islâmica em todo o mundo a se prepararem para um amplo confronto em defesa do Irã. Em sua declaração, al-Humaidawi afirmou que o Irã representa um pilar central do mundo muçulmano e o tem apoiado por décadas.

O líder do Kataib Hezbollah observou que Israel e seus aliados buscam pressionar e potencialmente destruir o Irã, na tentativa de minar seus valores.