Segunda-feira, 20 de abril de 2026
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O grupo armado libanês Hezbollah, aliado ao Irã, afirmou na manhã desta segunda-feira (02/03) que seu ataque contra Israel foi uma retaliação pelo assassinato do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei. A ação foi justificada como “em defesa do Líbano e de seu povo” e “em resposta às repetidas agressões israelenses”.

Em resposta, forças israelenses bombardearam Beirute, capital do Líbano, matando mais de 30 pessoas e ferindo outras 149, segundo a Agência Nacional de Notícias estatal. As regiões atingidas incluem Housh al-Rafqa (oeste de Baalbek), os arredores de Dbaal e Maarakeh, bem como as cidades de Selaa e Houla (no distrito de Marjayoun) e Bint Jbeil.

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Após a ofensiva, o Exército israelense emitiu ordens de evacuação forçada para 18 vilarejos e uma cidade no Líbano, alegando que são usados pelo Hezbollah – medidas que configuram punição coletiva, proibida pelo direito internacional. As ordens também se aplicam a residentes libaneses que vivem perto de qualquer agência do Al-Qard al-Hassan, uma instituição financeira ligada ao Hezbollah que oferece empréstimos sem juros.

Diante desse cenário, o chefe do Comando Norte das Forças de Defesa de Israel, major-general Rafi Milo, declarou que “os bombardeios continuam e sua intensidade aumentará”, após o lançamento de foguetes e drones do Líbano contra o norte do país durante a noite.

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O chefe do Estado-Maior israelense, Eyal Zamir, anunciou o início de uma ofensiva contra o Hezbollah no Líbano e alertou: “Devemos nos preparar para muitos dias de intensos combates”. Ele indicou que a campanha exigirá preparação defensiva sólida e ofensiva sustentada, operando em ondas contínuas e aproveitando todas as oportunidades.

As Forças de Defesa de Israel confirmaram ainda que o chefe da inteligência do Hezbollah, Hussein Makled, foi morto em um ataque preciso em Beirute na noite de domingo (01/03). O grupo de resistência libanês não confirmou a informação até o momento.