Quarta-feira, 2 de setembro de 2026
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Os houthis do Iêmen anunciaram nesta quinta-feira (06/08) que realizaram “uma operação militar de grande escala e alta precisão” contra concentrações de tropas sauditas. O movimento detalhou que a ofensiva foi realizada com “um grande número de mísseis balísticos e drones” e direcionada contra as forças sauditas nas áreas de Al-Ruwaik, Al-Abr, Al-Thaniyah e outros acampamentos das Forças de Emergência do Iêmen nas províncias de Marib e Hadramout, em território iemenita.

Em um comunicado divulgado na internet, o porta-voz militar Houthi, Yahya Saree, afirmou que o ataque resultou na “destruição e queima de um grande número” de acampamentos, concentrações de tropas, depósitos e armas no leste do Iêmen, além da destruição de veículos militares.

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“Em sua contínua agressão e cerco contra o nosso querido povo iemenita por quase 12 anos, o criminoso inimigo saudita reuniu grandes concentrações militares sauditas em seus estágios finais, com o objetivo de intensificar a agressão contra as províncias libertadas e o povo iemenita para dissuadi-los de sua posição de pôr fim ao cerco injusto”, declarou o comunicado dos Houthis.

Até o momento, não houve resposta imediata das Forças de Emergência do Iêmen, que anteriormente haviam informado sobre perdas materiais e humanas. A mídia local relata que dezenas de pessoas foram mortas.

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As Forças Armadas do Iêmen também advertem o “inimigo criminoso saudita” de que qualquer ato de “agressão contra o nosso país e o nosso povo” trará consequências, e que arcarão com os resultados de qualquer escalada.

Em uma publicação no X, Abdul Malik al-Mekhlafi, vice-presidente da Autoridade de Consulta e Reconciliação do Iêmen, afirmou que os houthis têm recorrido a ataques contra cargos do governo iemenita devido à crescente pressão sobre o grupo.

“Este é o verdadeiro projeto deles: perpetuar a guerra e impedir a restauração do Estado”, disse ele. Al-Mekhlafi acrescentou que a única maneira de impedir que o movimento lance mais ataques no Iêmen e em toda a região é “acabar com o golpe da milícia e restaurar as instituições estatais na capital, Sanaa”.

Na última quarta-feira (05/08), os Houthis atacaram o petroleiro saudita Wafa no norte do Mar Vermelho, próximo à cidade portuária de Yanbu. Segundo um comunicado divulgado pelo grupo, a embarcação foi atingida por vários mísseis balísticos que acertaram o alvo com precisão.

A declaração ainda detalha que, com este ataque, o número total de petroleiros sauditas atacados pelos houthis desde a imposição do embargo marítimo em 22 de julho subiu para oito. Em resposta, os houthis afirmam que o “inimigo saudita” optou por desviar as rotas de seus petroleiros para o norte do Mar Vermelho. O grupo adverte que suas operações contra embarcações sauditas na área continuarão e se intensificarão. Seu objetivo declarado é “fechar todos os pontos de acesso” e impedir o trânsito para consolidar essa estratégia, “independentemente dos resultados e repercussões”.

Em 20 de julho, o movimento Houthi anunciou o fechamento do Estreito de Bab el-Mandeb para navios sauditas. Essa é uma rota comercial estratégica que separa o Iêmen do Djibuti e da Eritreia e conecta o Mar Vermelho ao Oceano Índico. A medida foi ordenada como retaliação ao bloqueio imposto por Riad e ao recente bombardeio do aeroporto de Sanaa, capital do Iêmen.

As ações ocorrem em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, após ataques dos EUA e seus aliados na região contra o Irã, e fazem parte da estratégia Houthi de “bloqueio por bloqueio”, lançada em resposta ao bloqueio em curso ao Iêmen liderado por Riad desde 2015.