Sábado, 5 de setembro de 2026
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Os houthis do Iêmen apoiados pelo Irã reivindicaram neste domingo (09/08) um ataque com drones e mísseis balísticos contra tropas e equipamentos sauditas na cidade portuária iemenita de Mokha, às margens do Mar Vermelho, segundo fontes militares do governo do Iêmen. No território saudita, o grupo também afirmou ter bombardeado a refinaria de Jazan, pertencente à petroleira estatal saudita Aramco

De acordo com o porta-voz militar dos houthis, Yahya Saree, os rebeldes realizaram uma operação militar “ampla e precisa” contra tropas sauditas e depósitos de armas em Mokha, onde sistemas de defesa antiaérea foram acionados e várias explosões ocorreram nas proximidades do porto. A área é controlada pelo governo iemenita com o apoio da Arábia Saudita.

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Na Arábia Saudita, os houthis atingiram a refinaria da empresa petrolífera Aramco, localizada em Jazan, no sudoeste do país. O ataque também foi realizado com drones, de acordo com Yahya Saree. Segundo ele, a operação foi uma resposta a incursões sauditas no noroeste do Iêmen em apoio ao governo iemenita.

Segundo o Ministério saudita da Energia, o ataque provocou um incêndio no local, que já foi controlado e não deixou vítimas. Os combates no Iêmen foram retomados no mês passado pela primeira vez desde uma trégua negociada em 2022. Os ataques marcam uma nova etapa da escalada regional desencadeada pelo conflito entre os Estados Unidos e o Irã.

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Desde então, os houthis realizaram diversas ofensivas contra infraestruturas sauditas. Jazan já havia sido alvo de bombardeios no mês passado. No fim de julho, os rebeldes também anunciaram um bloqueio a navios sauditas no Mar Vermelho, que se tornou uma rota essencial para o transporte de hidrocarbonetos após o fechamento do estreito de Ormuz pelo Irã, do outro lado da Península Arábica. Desde então, várias embarcações foram atacadas.

Os houthis do Iêmen apoiados pelo Irã reivindicaram um ataque com drones e mísseis balísticos contra tropas e equipamentos sauditas na cidade portuária iemenita de Mokha
Print de vídeo/X/@IranWarUpdate_

Conflito ganhou força em julho

Desde a retomada dos combates, o movimento rebelde também tem atacado as forças governamentais apoiadas pela Arábia Saudita. Na sexta-feira, pelo menos oito integrantes dessas tropas e dois civis morreram na província petrolífera de Marib, no centro do país, um dia após os ataques mais mortais desde 2022, que deixaram 58 mortos.

Os houthis afirmaram ter agido em represália ao recente reforço das tropas iemenitas apoiadas pela Arábia Saudita, que interveio militarmente no Iêmen em 2015 para sustentar o governo reconhecido pela comunidade internacional.

O conflito voltou a se intensificar em julho, após ataques atribuídos a Riade contra o aeroporto de Sanaá, controlado pelos houthis. Na ocasião, o Irã enviou uma aeronave transportando uma delegação rebelde.

Aliada dos Estados Unidos, a Arábia Saudita também foi alvo de diversos ataques iranianos nos últimos meses. Riade assinou na sexta-feira um pacto de defesa mútua com o Paquistão e a Turquia para reforçar suas alianças de segurança regionais. O acordo consolida a aproximação entre potências sunitas aliadas dos Estados Unidos no contexto da guerra no Oriente Médio.

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