Domingo, 25 de janeiro de 2026
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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, alertou neste domingo (18/01) que qualquer ataque ao líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, seria uma declaração de guerra. O alerta, que parece responder a especulações de que Donald Trump consideraria tentar assassinar ou destituir Khamenei, foi dado em uma publicação no X: “Um ataque ao grande líder do nosso país equivale a uma guerra em grande escala contra a nação iraniana”.

Além disso, o presidente iraniano culpou os EUA pelos protestos que abalaram o Irã nas últimas duas semanas. Em sua publicação, ele afirmou: “Se existem dificuldades e limitações na vida do querido povo do Irã, uma das principais causas é a hostilidade de longa data e as sanções desumanas impostas pelo governo dos EUA e seus aliados”.

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Um funcionário iraniano afirmou no domingo (18/01) que pelo menos 5.000 pessoas, incluindo cerca de 500 membros das forças de segurança, foram mortas nos protestos. Ele acusou “terroristas e manifestantes armados” de matar “iranianos inocentes”, citando números que disse ter verificado.

A Organização de Inteligência do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou a captura de 154 líderes e organizadores dos protestos, presos em uma operação de inteligência nos últimos dias.

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Em entrevista ao Politico no sábado (17/01), Trump pediu o fim do “reinado de quase 40 anos” de Khamenei, chamando-o de “um homem doente que deveria governar seu país adequadamente e parar de matar pessoas”.

A mais recente onda de protestos teve origem em questões econômicas. Ela começou em 28 de dezembro, quando a indignação com a inflação galopante, a moeda em colapso e as dificuldades econômicas agravadas por anos de severas sanções dos EUA se espalhou de Teerã para cidades em todo o país, transformando rapidamente as manifestações contra o custo de vida em amplos protestos antigovernamentais que exigiam a mudança de regime.