Terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
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O Irã advertiu que responderá de forma “contundente” em caso de uma agressão dos Estados Unidos, após a chegada do porta-aviões USS Abraham Lincoln à região do Oriente Médio, nesta segunda-feira (26/01).

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Bagai, afirmou que um ataque norte-americano ao país provocará uma resposta “contundente” e “arrependimento” por parte dos Estados Unidos. “Temos confiança nas nossas próprias capacidades, a chegada de um navio de guerra deste tipo não afetará a determinação e a seriedade do Irã”, afirmou.

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“Estamos monitorando cuidadosamente cada movimento. As ameaças que estamos sofrendo contrariam os princípios do sistema internacional. Se esses princípios forem violados, a insegurança se abaterá sobre todos. O Irã dará uma resposta firme e completa a qualquer agressão”, declarou o porta-voz.

Sobre a chegada do porta-aviões, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que os Estados Unidos agora possuem “uma grande armada ao lado do Irã”, sugerindo a possibilidade de “um acordo” com os líderes iranianos.

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Estratégia

Para o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani, os Estados Unidos estão tentando destruir a coesão social iraniana antes de promover um ataque.

“Retratar o país como estando em estado de emergência é em si uma forma de guerra”, afirmou, ao acrescentar que “a tática dos EUA é primeiro quebrar a coesão pública e só depois realizar um ataque militar”.

Segundo reportagem do NTY, Trump teria recebido vários relatórios de inteligência dos EUA indicando que o governo iraniano estaria em seu ponto mais fraco desde a Revolução Islâmica de 1979.

Autoridades do Pentágono, aponta o jornal, intensificaram as conversas com os aliados regionais, incluindo uma visita do almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central, a países como Síria, Iraque e Israel no fim de semana.

Irã afirma que dará resposta ‘contundente’ em caso de agressão dos EUA
United States Navy / Wikimedia Commons

‘Quem semeia vento, colhe tempestade’

Após a chegada do porta-aviões, autoridades iranianas instalaram um grande painel na Praça Enghelab, utilizada para reuniões convocadas pelo Estado. A imagem exibe um porta-aviões destruído, com os dizeres “quem semeia vento, colhe tempestade”.

No Parlamento iraniano, o vice-presidente Hamidreza Hajibabaei afirmou que “a República Islâmica nunca iniciou e jamais iniciará ameaças, tensões ou confrontos”. Ele advertiu que “qualquer ato de agressão, direto ou indireto, será respondido de forma decisiva, imediata e proporcional, com base nos direitos inalienáveis do nosso país e em conformidade com o Artigo 51 da Carta da ONU”.

Hajibabaei também acusou o presidente dos Estados Unidos de minar normas internacionais: “nenhum país – independentemente de seu tamanho, poder ou histórico de relações com os Estados Unidos – está imune às suas exigências excessivas, pressão e intimidação”.

“Estamos testemunhando um esforço direcionado e organizado para enfraquecer, desacreditar e até mesmo paralisar instituições e organizações internacionais”, acrescentou.