Irã celebra 47 anos da Revolução Islâmica sob ameaças dos EUA; presidente prega ‘resistência’
Multidões tomam as ruas em todo país para reafirmar lealdade à República e rejeitar ingerência estrangeira
Carregando faixas, agitando bandeiras e entoando palavras de ordem, milhares de iranianos foram às ruas das principais cidades do país nesta quarta-feira (11/02) para celebrar o 47º aniversário do triunfo da Revolução Islâmica. Os manifestantes relembraram o legado do movimento que, em 1979, derrubou a monarquia Pahlavi — apoiada pelos Estados Unidos — e estabeleceu a República Islâmica sob a liderança do Imã Khomeini.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, destacou as mobilizações como um ato de defesa da Pátria e de lealdade ao Líder da Revolução, aiatolá Ali Khomenei. Durante a comemoração na Praça Azadi, em Teerã, o presidente lembrou que a luta histórica da nação sempre buscou justiça e independência, resistindo às tentativas de potências estrangeiras de interromper esse processo por meio de golpes de Estado e agressão externa.
No discurso, Pezeshkian pediu desculpas à nação pelos problemas econômicos enfrentados e assegurou que seu governo está pronto para ouvir a voz do povo, rejeitando qualquer forma de sabotagem ou interferência estrangeira e resistindo aos opressores. O governo atribuiu a crise à interferência e às conspirações dos EUA e de Israel.
Ele também afirmou em sua mensagem que o povo está demonstrando seu fervor revolucionário em um momento em que os inimigos e detratores estão usando várias táticas, incluindo sanções econômicas cruéis, agressão, guerra midiática e de propaganda, além de caos e agitação, para desencorajá-los dos ideais da Revolução.

Amir Hossein Nazari / Tasnim News Agency
“Se unirmos forças, seremos capazes de superar todos os nossos problemas e construir um futuro mais brilhante para o nosso amado Irã”, declarou Pezeshkian.
Na capital, em centenas de cidades, condados e aldeias por todo o país, os manifestantes gritaram “Morte à América” e “Morte a Israel”, reiterando a rejeição popular à interferência estrangeira, hegemonia imperialista e ocupação e agressão apoiadas pelo Ocidente.

Morteza Salehi / Tasnim News Agency
As marchas exibiram imagens do Líder da Revolução, aiatolá Khamenei, do fundador da República, Imã Khomeini, e do general Qasem Soleimani, proeminente comandante antiterrorista morto em um ataque aéreo dos EUA no Iraque em janeiro de 2020.
Os percursos também foram adornados com imagens de mártires da guerra de 12 dias contra Israel e os EUA, ocorrida em junho passado, e das mortes recentes de membros das forças de segurança.
Em uma demonstração de poderio militar, as autoridades exibiram mísseis de cruzeiro Nasr, Nasir e Qader; mísseis balísticos Haj Qasem, Fath e Fateh 110; e destroços de um drone israelense abatido durante o conflito. Perto da Praça Enghelab (Revolução), no centro de Teerã, cinco caixões com a bandeira dos EUA pintadas foram erguidos em homenagem a comandantes norte-americanos, incluindo o chefe do Comando Central, Brad Cooper, e o chefe do Estado-Maior, Randy Alan George.
A agência de notícias Fars divulgou um vídeo de uma efígie — um “símbolo do diabo” com chifres, sentado em um pedestal com as bandeiras dos EUA e de Israel — sendo queimada durante um evento oficial. Manifestantes também pisotearam e incendiaram bandeiras norte-americanas e israelenses.
🎥 مردم تهران نماد شیطان را آتش زدند https://t.co/f0gWVmjYLU pic.twitter.com/RaV9HyNRKr
— خبرگزاری فارس (@FarsNews_Agency) February 11, 2026
























