Irã condena ataques norte-americanos e sauditas no Iraque: 'violação da soberania'
Teerã afirma que agressões militares ferem direito internacional e alinham-se à tentativa dos EUA de 'expandir escopo da guerra na região'
O Irã condenou os ataques realizados pelos Estados Unidos e pela Arábia Saudita na madrugada desta quarta-feira (29/07), classificando a ofensiva como uma “agressão clara contra a soberania nacional e a integridade territorial do Iraque”.
Segundo as Forças de Mobilização Popular (PMF) do Iraque, pelo menos 20 combatentes foram mortos em agressões contra instalações oficiais, além de postos de serviços e procissões da peregrinação de Arbaeen.
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que os ataques representam “”um ataque flagrante à soberania nacional e à integridade territorial do Iraque e uma violação flagrante do parágrafo 4 do artigo 2 da Carta das Nações Unidas e das normas fundamentais do direito internacional”.
Teerã sustenta que as agressões militares estão alinhadas “com as aspirações dos Estados Unidos e do regime sionista de expandir o âmbito da guerra e do conflito na região da Ásia Ocidental”.
“Ao expressar condolências pelo martírio de um grupo de povo iraquiano honrado durante esses ataques agressivos, o Ministério das Relações Exteriores enfatiza o total apoio e solidariedade da República Islâmica do Irã ao governo e ao povo do Iraque”, diz o texto.
A chancelaria iraniana também responsabilizou “o regime belicista dos Estados Unidos e seus cúmplices na região pelas consequências perigosas desses criminosos, ações desumanas e provocativas”.

Irã condena ataques norte-americanos e sauditas no Iraque: ‘grave violação da soberania’
Agência Tasnim
‘Alerta máximo’
As Forças de Mobilização Popular informaram que suas “unidades permanecem em alerta máximo”. Formalmente incorporadas ao aparato de segurança do Estado iraquiano em 2016, elas estão vinculadas ao comandante-em-chefe das Forças Armadas do país.
Em comunicado, o grupo condenou “o ataque terrorista traiçoeiro lançado pela Arábia Saudita e pelos Estados Unidos”, que teve como alvo quartéis-generais e a infraestrutura militar, classificando as agressões como uma “escalada altamente perigosa” e uma violação da soberania iraquiana e das instituições oficiais de segurança do país.
























