Segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
APOIE
Menu

O Irã anunciou nesta segunda-feira (02/02) que convocou todos os embaixadores da União Europeia no país para expressar sua rejeição à decisão do bloco de designar a Guarda Revolucionária Islâmica como uma “organização terrorista”.

“Entre ontem e hoje, todos os países europeus e Estados-membros da União Europeia que possuem embaixadas em Teerã foram convocados ao Ministério das Relações Exteriores, e o protesto da República Islâmica do Irã foi notificado a eles por escrito”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Ismail Baghaei.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Informação pronta para compartilhar
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize em Opera Mundi

O diplomata iraniano considerou a intimação “uma medida mínima” e indicou que Teerã está estudando “uma série de ações” e “medidas de retaliação” pela decisão da aliança europeia, que ele descreveu como “ilegal, injustificada e gravemente errada”.

Para Baghaei, a designação da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) como organização terrorista representa “uma ofensa ao povo iraniano”, um “insulto” e um “erro de cálculo estratégico” por parte da UE.

Mais lidas

O funcionário iraniano afirmou que, com a decisão contra a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), os representantes dos povos europeus só agradaram a Israel.

Na semana passada, a União Europeia designou a Guarda Revolucionária como uma organização terrorista, responsabilizando a instituição militar iraniana pela brutal repressão aos recentes protestos antigovernamentais.

Em resposta à designação europeia, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, anunciou no domingo (01) que o parlamento havia declarado os exércitos dos países europeus como terroristas, em uma medida recíproca estabelecida na legislação do país.

Além disso, ele instruiu a Comissão de Segurança Nacional e Política Externa do Parlamento a declarar os adidos militares dos países da União Europeia no Irã como terroristas.

(*) com teleSUR e RT em espanhol