Sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
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Incapazes de atingir seus objetivos por meios militares, os líderes dos Estados Unidos e de Israel estão agora recorrendo à provocação de desestabilização política, agitação interna e caos no Irã, afirmou na quinta-feira (15/01) o vice-representante do Irã na ONU, Gholamhossein Darzi.

Durante uma reunião do Conselho de Segurança da ONU dedicada à situação no Oriente Médio, o diplomata sênior afirmou que os EUA e Israel estão constantemente incitando a violência, fomentando “atividades extremistas e terroristas”. “O regime dos EUA tenta se apresentar como amigo do povo iraniano, enquanto simultaneamente prepara o terreno para um grande esforço de desestabilização política e intervenção militar sob uma suposta narrativa humanitária. Essas alegações são particularmente cínicas”, afirmou Darzi.

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Nesse contexto, ele enfatizou que o povo iraniano tem experimentado o “suposto apoio” de Washington por décadas. “O padrão de coerção e interferência dos EUA sob pretextos enganosos é claro”, disse ele, relembrando eventos históricos, desde a orquestração do golpe de 1956 no Irã contra o governo democraticamente eleito de Mohammad Mosaddeq, até seu “amplo apoio político, militar e de inteligência” à guerra de agressão contra o Iraque sob Saddam Hussein em 1980.

Ele também denunciou que, “incapazes de atingir seus objetivos por meio da guerra de agressão de 12 dias contra o Irã em junho de 2025, agora buscam alcançar os mesmos objetivos por meio da desestabilização política, da agitação interna e do caos”. “Essa estratégia se baseia na fabricação de vítimas, na disseminação de números falsos e inflados e na criação de um pretexto para intervenção estrangeira. É um roteiro familiar, usado repetidamente, do Iraque à Líbia e à Venezuela”, enfatizou o político.

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‘Uma resposta firme e legal’

Ao falar sobre os recentes protestos no Irã, Darzi lamentou que muitos policiais tenham sacrificado suas vidas para proteger civis e manter a ordem pública. “Hoje falo em nome de uma nação em luto. É profundamente lamentável que o representante do regime dos EUA, que solicitou esta reunião, tenha recorrido hoje a mentiras, distorção dos fatos e desinformação deliberada para ocultar o envolvimento direto de seu país em incitar a violência no Irã”, afirmou.

Em resposta, o representante reafirmou que o Irã não busca nem escalada nem confronto; contudo, assegurou que qualquer ato de agressão, direto ou indireto, receberá uma resposta firme, proporcional e legal, nos termos da Carta da ONU. “Isto não é uma ameaça. É uma constatação da realidade jurídica. A responsabilidade por todas as consequências recairá unicamente sobre aqueles que iniciarem esses atos ilícitos”, advertiu.