Quarta-feira, 21 de janeiro de 2026
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O chefe do judiciário iraniano prometeu julgamentos acelerados para suspeitos presos durante a onda de protestos que as autoridades classificaram como “tumultos”, segundo a televisão estatal.

“Se alguém queimou outra pessoa, decapitou alguém e ateou fogo nela, então devemos agir rapidamente”, disse Gholamhossein Mohseni Ejei, Presidente da Suprema Corte, durante uma visita a uma prisão que abriga manifestantes detidos, em declarações transmitidas pela televisão estatal.

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Citado por agências de notícias iranianas e pela AFP, Ejei disse que os julgamentos deveriam ser realizados “em público”. Ele passou cinco horas em uma prisão em Teerã para examinar os casos. Grupos de direitos humanos dizem que milhares de pessoas foram presas e temem que o judiciário faça uso extensivo da pena de morte.

Enquanto isso, do exterior, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incentivou nesta terça-feira (13/01) que os manifestantes no Irã, a quem os chamou de “patriotas”, continuem nas ruas do país e “tomem as suas posições”, elevando os temores de uma mais uma intervenção militar. A declaração pública foi feita por meio da plataforma Truth Social, onde o republicano também disse ter suspendido qualquer diálogo com as autoridades iranianas.

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Anteriormente, o líder da Casa Branca, em declarações inflamatórias, já havia dito que estava “acompanhando a situação com muita atenção” e ameaçou: “eu deixei bem claro que, se eles começarem a matar pessoas como fizeram no passado, nós vamos intervir. Vamos atacá-los com muita força onde dói”.

As manifestações pacíficas no país persa começaram em 29 de dezembro, inicialmente convocada por comerciantes que reivindicavam melhorias na situação econômica nacional, tendo em vista a desvalorização do rial (moeda local) e a inflação galopante – problemas cuja raiz está nas severas sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos e seus aliados.

Desde os primeiros atos, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian havia se manifestado, classificando as mobilizações como “um direito do povo” e pedindo às forças policiais que não agissem contra os manifestantes.