Terça-feira, 20 de janeiro de 2026
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Os iranianos saíram às ruas nesta segunda-feira (12/01) em diversas partes do país condenando os atos de vandalismo, distúrbios violentos e assassinatos promovidos em meio aos protestos que reivindicam melhorias na situação econômica nacional. Sob o slogan “Solidariedade nacional e honra à paz”, as marchas que tomaram conta de cidades como Zahedan, Birjand e Kerman, além da capital Teerã, criticaram os Estados Unidos e Israel, denunciando que as causas iniciais dos protestos foram sequestradas por interesses imperiais.

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, elogiou os comícios convocados pelo governo, destacando que a participação massiva das pessoas foi um “aviso” para os Estados Unidos.

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“Isso foi um aviso aos políticos norte-americanos para pararem com suas mentiras e não dependerem de mercenários traiçoeiros”, afirmou o aiatolá. “Esses grandes comícios, cheios de determinação, frustraram o plano de inimigos estrangeiros”.

O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, classificou o cenário de violência nacional como uma “guerra terrorista” articulada por Washington e pela agência de inteligência israelense Mossad. Segundo o chanceler, as manifestações pacíficas começaram em 29 de dezembro por razões originalmente econômicas – decorrentes das sanções ocidentais –, no entanto, grupos armados se infiltraram para atacar a infraestrutura iraniana, o que resultou na destruição de dezenas de mesquitas, ataques a centros médicos e militares, além de assassinatos de civis e policiais por atiradores infiltrados.

As autoridades informaram ter evidências da distribuição de armas de fogo entre infiltrados e relataram ataques a profissionais de saúde. Segundo o governo, há registros de homens armados matando feridos dentro de ambulâncias e destruindo unidades de bombeiros. Ded acordo com Teerã, estas ações buscam aumentar artificialmente o número de vítimas para justificar uma intervenção externa sob pretextos humanitários.

Recentemente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou uma intervenção no território iraniano alegando que se trataria de um mecanismo de ajuda aos manifestantes locais. O posicionamento norte-americano foi fortemente rejeitado por Teerã, que declarou nesta segunda-feira a intenção de negociar com Washington sobre o assunto.

A própria Rússia denunciou o que descreveu como esforços de “potências estrangeiras” para interferir nos assuntos internos do Irã. Em uma ligação telefônica com seu homólogo iraniano, o secretário do Conselho de Segurança russo, Sergei Shoigu, “condenou veementemente mais uma tentativa de potências estrangeiras de interferir nos assuntos internos do Irã”, informou a mídia estatal. 

Infiltração israelense

No domingo (11/01), em entrevista televisionada, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, reiterou estar determinado a resolver os problemas anunciados pelos manifestantes, ressaltando que os protestos se tratam de um direito do povo. O mandatário afirmou que tratará o povo com base na justiça, e que trabalhará para uma distribuição equitativa de subsídios.

“Tomamos nossa decisão de resolver os problemas deles com todas as abordagens possíveis… É por isso que estamos mantendo conversas com eles diariamente”, acrescentou. “Consideramos os protestos das pessoas legítimos. Nunca desconsideraremos aqueles que expressam preocupações legítimas”.

Pezeshkian também denunciou as manobras de Israel, denunciando que o regime sionista busca aproveitar os problemas econômicos para agravar a situação nacional. Segundo ele, os inimigos enviaram vários terroristas do exterior para o Irã para lançar ataques incendiários contra mesquitas, incendiar as lojas do bazar e matar pessoas.

(*) Com Tasnim e Telesur