Terça-feira, 10 de fevereiro de 2026
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As Forças de Defesa de Israel (IDF) despejaram uma substância química perto da fronteira entre Israel e Líbano, informou a força de paz das Nações Unidas, UNIFIL, em um comunicado divulgado nesta segunda-feira (02/02).

Em comunicado, a UNIFIL afirmou que seus soldados de paz “só conseguiram retomar as atividades normais após mais de nove horas” e que suas tropas auxiliaram o exército libanês na coleta de amostras do produto químico lançado por Israel, para que sejam realizados testes de toxicidade pelas autoridades libanesas.

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“As ações deliberadas e planejadas das Forças de Defesa de Israel não apenas limitaram a capacidade das forcas de paz de realizar suas atividades designadas, mas também colocaram potencialmente em risco a saúde delas e a dos civis. Além disso, levantaram preocupações sobre os efeitos desse produto químico desconhecido nas terras agrícolas locais e como isso pode impactar o retorno dos civis às suas casas e meios de subsistência a longo prazo”, acrescentou o comunicado.

Também no sul do Líbano, um ataque aéreo israelense à cidade de Kfar Tebnit, no distrito de Nabatieh, desalojou mais de 60 famílias após partes de suas casas terem sido destruídas e outras sofrerem graves danos, segundo um correspondente da Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA). O ataque desencadeou uma nova crise social, sem resposta oficial até o momento. Enquanto se aguarda uma indenização, as ações se limitaram a avaliações de danos conduzidas por comitês do Conselho do Sul e à prestação de assistência emergencial – esta última, limitada.

O ataque destruiu parcialmente 33 apartamentos, tornando-os inabitáveis, e destruiu completamente outros três. Mais de 30 casas e estabelecimentos comerciais sofreram danos, incluindo janelas quebradas. Em um detalhe revelador, a maioria dos proprietários afetados são membros do Exército Libanês que compraram seus apartamentos por meio de financiamento imobiliário.

Da noite para o dia, campanhas nas redes sociais convocaram moradores a disponibilizarem apartamentos ou casas vagas para abrigar famílias desabrigadas. Iniciativas comunitárias surgiram como uma solução temporária, apelando também para que o governo e os ministérios competentes interviessem.

A prefeitura de Kfar Tebnit fez um apelo humanitário, instando os moradores com moradia disponível a ajudarem as famílias desalojadas. Enquanto isso, equipes do Conselho do Sul realizaram avaliações de campo em Kfar Tebnit e Ain Qana, onde um prédio de dois andares com quatro lojas foi destruído e cerca de 100 unidades habitacionais foram danificadas.