Um cidadão sírio foi morto e dezenas de outras pessoas ficaram feridas em uma nova onda de ataques aéreos israelenses que atingiram diferentes partes do Vale do Bekaa, no leste do Líbano, na quinta-feira (26/02). Extensos danos materiais também foram relatados nas áreas atingidas.
O exército israelenses alegou que a ofensiva foi lançada contra oito complexos militares pertencentes à Força Radwan, unidade de elite do Hezbollah.
As Forças de Defesa de Israel alegaram que os locais visados eram usados pela Força Radwan para armazenar inúmeras armas, incluindo foguetes, e para fins de treinamento com o objetivo de lançar ataques contra Israel.
A agressão renovada ocorreu dois dias depois de o Exército libanês ter anunciado que um de seus postos de observação na fronteira sul, na área de Sarda-Marjeyoun, foi alvejado pelo lado israelense.
O exército acrescentou que um drone israelense sobrevoava a baixa altitude no momento da ofensiva, ameaçando os militares libaneses destacados e ordenando a evacuação da área.
Em resposta ao ataque, o Comando do Exército Libanês emitiu ordens para “reforçar o posto, permanecer nele e responder às fontes de fogo”.

No sábado (21/02) as Forças de Defesa de Israel mataram pelo menos 12 pessoas e feriram dezenas de outras em uma série de ataques em diferentes áreas do Vale do Bekaa.
Embora Israel nunca tenha cessado seus ataques ao Líbano após a assinatura do acordo de cessar-fogo com o Hezbollah em novembro de 2024, a semana atual marcou uma escalada considerável nesses ataques.
Para muitos, o governo de Netanyahu decidiu intensificar a agressão ao Líbano numa tentativa de pressionar ainda mais o Estado libanês, para que este impedisse o Hezbollah de apoiar o Irã, caso os EUA e Israel lançassem uma nova agressão contra a República Islâmica.
Notícias divulgadas na quinta-feira citavam o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, dizendo que “a decisão sobre guerra e paz está nas mãos do Estado e não é por acaso”, enfatizando que “o Líbano não precisa se aventurar para apoiar o Irã”, porque “isso lhe custa caro”.
Os críticos interpretaram as declarações de Salam como uma forma de aquiescência à provocação de Tel Aviv, especialmente porque se esperava que ele exigisse que Israel parasse de violar a soberania do Líbano com seus ataques contínuos.