Segunda-feira, 29 de junho de 2026
APOIE
Menu

O partido Yashar de Gadi Eisenkot, que vem ganhando influência de forma constante em Israel, ultrapassou a lista Juntos de Naftali Bennett e Yair Lapid, tornando-se o maior partido de oposição, conforme mostram pesquisas feitas pelo Canal 13 e Kan 11, publicados na semana passada.

Segundo o relatório, o Likud, liderado pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, continuará sendo o maior partido, com 22 cadeiras no Knesset, seguido pelo Yashar de Eisenkot, com 20 assentos, enquanto o partido de Bennett e Lapid perde força, ficando com 17 cadeiras.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.
Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular. Siga!
Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal. Sintonize!

No entanto, para que essa maioria se traduza em governo, uma coligação governamental precisa ter maioria, ou pelo menos 61 das 120 cadeiras do Knesset. Uma legenda precisa receber pelo menos 3,25% dos votos para conquistar uma cadeira no parlamento.

No entanto, há ainda uma divisão entre os líderes do bloco anti-Netanyahu que se recusam a cooperar com os partidos árabes, como o ex-primeiro-ministro Naftali Bennett. Isso os deixaria com apenas 59 assentos, dois assentos a menos do que a maioria necessária de 61 assentos.

Mais lidas

Segundo o levantamento, os Democratas e o Yisrael Beiteinu conquistaram 11 cadeiras cada, seguidos pelo Shas com nove cadeiras e, em seguida, pelo Otzma Yehudit e pelo Judaísmo Unido da Torá, cada um com oito cadeiras.

O Hadash-Ta’al conquistou seis cadeiras, enquanto a Lista Árabe Unida obteve quatro e ultrapassou o limite eleitoral. O Sionismo Religioso também conquistou quatro cadeiras, resultado semelhante ao da eleição anterior.

Entre os partidos que não devem ultrapassar a cláusula de barreira eleitoral de 3,25% estão o Partido dos Reservistas, liderado pelo ex-ministro das Comunicações Yoaz Hendel (3%), o Balad (2,4%) e o partido Kahol Lavan de Benny Gantz (2%). Esses partidos também não conseguiram ultrapassar a cláusula de barreira eleitoral na votação do mês passado.

A pesquisa foi conduzida pela Hamadad em cooperação com o Projeto Hamidgam (Dr. Ariel Ayalon), Askaria (Dudi Dror) e Stat-Net (Yosef Maklada). Dados adicionais: Hive. Consultoria estatística: Prof. David Steinberg. Não foi informado o número de participantes na pesquisa nem a margem de erro.

Pesquisa do Instituto da Democracia de Israel mostra que 82% acreditam que voto pode mudar realidade do país
Foto: Wikimedia commons

Panorama do eleitorado israelense

Noventa por cento dos eleitores que votarão pela primeira vez em Israel pretende comparecer às urnas nas eleições deste ano, que deve ser realizada até 27 de outubro, conforme revelou, neste domingo (22/06) uma sondagem do programa de Política Educacional para a Democracia do Instituto da Democracia de Israel (IDI). Em comparação, a participação geral nas eleições de 2022 foi de cerca de 70%.

O relatório observa que esse grupo demográfico representa quase 10% do eleitorado e que, em sua grande maioria, vê o voto como um meio de impulsionar mudanças políticas. Dessa forma, 82% também disseram acreditar, em grande ou razoavelmente grande medida, que o voto pode mudar a realidade em Israel.

Os entrevistados árabes, no entanto, mostraram-se um pouco mais hesitantes sobre essa questão, com 75% acreditando nisso, em comparação com 85% dos judeus – mas ainda assim acreditam na força do seu voto. Entre os judeus haredi, porém, apenas 63% disseram acreditar que o voto pode influenciar a realidade do país.

Os resultados não mudaram significativamente quando separados entre israelenses judeus e israelenses árabes, com 63% dos entrevistados judeus e 62% dos entrevistados árabes respondendo que definitivamente votariam. Outros 29% dos israelenses judeus e 25% dos israelenses árabes disseram que acreditavam que votariam.

O levantamento também analisou a distribuição dos eleitores por afiliação religiosa, dividindo os entrevistados em categorias como seculares, não religiosos tradicionais, religiosos tradicionais, religiosos ou ultraortodoxos. Em todas as categorias, entre 80% e 95% das pessoas disseram que definitivamente votariam ou estavam pensando em votar.

Quarenta e seis por cento dos judeus e apenas 21% dos árabes disseram que consideram a democracia israelense atualmente “excelente” ou “razoavelmente boa”. Cinquenta e um por cento e 78 por cento, respectivamente, a classificaram como “ruim” ou “não tão boa”. Além dos entrevistados árabes, os haredim também estão insatisfeitos – 66% a classificaram como ruim ou não tão boa.

A pesquisa foi conduzida pelo Programa de Políticas Educacionais do IDI, com apoio metodológico do Centro Viterbi de Opinião Pública e Pesquisa de Políticas do IDI, e contou com uma amostra representativa de 576 respondentes.