Líder do Hezbollah nega entrega de armas como parte de negociações com Israel
Naim Qassem promete que grupo seguirá lutando contra invasão israelense ao sul do Líbano e que irá cooperar com governo libanês em ‘alguns pontos’
Em declaração dada nesta terça-feira (12/05), o líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou que o arsenal de armas do grupo xiita não faz parte das negociações por um acordo de paz que coloque fim à invasão de Israel ao sul do Líbano.
As palavras de Qassem se referem ao diálogo entre Tel Aviv e Beirute, com mediação dos Estados Unidos, com o objetivo de chegar a um possível acordo permanente de paz na região.
O Hezbollah não tem vínculos com a atual administração libanesa e não faz parte da mesa de negociações sobre o acordo, mas a entrega das armas por parte do grupo xiita é uma das exigências apresentadas por Israel para a concretização do acordo.
“Ninguém fora do Líbano tem qualquer influência sobre as armas, a resistência ou a organização dos assuntos internos do país”, acrescentou Qassem.
No discurso transmitido para todo o país, o líder xiita prometeu que “não vamos abandonar o campo de batalha. Pelo contrário, vamos transformá-lo num inferno para Israel”.
Na mesma declaração, entretanto, o comandante do Hezbollah disse que, mesmo não fazendo parte das negociações, o grupo estaria disposto a cooperar com o governo para alcançar alguns específicos, observando algumas condições.
O principal desses pontos seria a defesa da soberania do Líbano, desde que alcançada a partir do fim definitivo da agressão israelense ao país, além da retirada completa do exército israelense dos territórios ocupados.

Naim Qassem prometeu que Hezbollah ‘não vai abandonar o campo de batalha’
Sebastian Baryli / Wikimedia Commons
Outros três pontos defendidos pelo grupo xiita são: a libertação dos cidadãos libaneses mantidos em presídios de Israel, o retorno das famílias ao sul do Líbano e a reconstrução dos territórios atingidos pelos ataques israelenses.
“Depois que o Líbano alcançar esses cinco pontos, deve organizar seus assuntos internos com uma estratégia de segurança nacional, alavancando seus pontos fortes, incluindo a resistência (contra Israel)”, acrescentou o líder do Hezbollah.
























